Após ataques de Alckmin no rádio, Padilha diz que tucano está desesperado
Governador lembrou prisão de petistas pelo mensalão e chamou ex-ministro de incompetente
Eleições 2014|com R7

Após programas seguidos com ataques diretos ao candidato Paulo Skaf (PMDB), a campanha do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta a reeleição, direcionou as críticas ao ex-ministro Alexandre Padilha, no horário eleitoral do rádio desta segunda-feira (22). A propaganda procurou enfatizar o vínculo de Padilha com o PT e ainda lembrou a prisão de petistas por envolvimento no mensalão.
Os ataques ao candidato, em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, abriram a propaganda tucana e ocuparam 1min32s dos 4min50s a que Alckmin tem direito durante o horário eleitoral. A exemplo das peças em que Skaf foi o alvo, as críticas não foram feitas pelo governador, mas por locutores do programa, que ao se referir ao adversário enfatizavam a expressão "Padilha do PT". "Como é que pode querer ser governador de um Estado tão importante quanto São Paulo, se ele não teve competência nem para administrar o Ministério da Saúde", diz um deles.
Os apresentadores mencionaram números negativos atribuídos à gestão do petista na Saúde que, segundo a propaganda, "virou um caos" e "não mandou um tostão" para a administração dos AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades), mantidos pelo governo do Estado. Em um jingle ao som de uma ciranda, a propaganda ainda afirmou que o adversário é "incompetente". "[Padilha] Deixou a saúde doente, deixou ela toda quebrada. Santa incompetência é o Padilha. Santa incompetência é o PT", dizia a música.
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Ao cumprir agenda de campanha em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, nesta tarde, Padilha respondeu ao adversário, afirmando que Alckmin usou de mentiras absurdas contra ele e está fugindo do debate.
— O atual governador puxou o freio de mão do Estado de São Paulo nos últimos quatro anos. Eu desafio ele a vir debater comigo os dados da Saúde, o que expandiu na minha gestão e o que recuou na Saúde dele. Ele que pare de fugir dos debates.
O petista citou números positivos de sua gestão no Ministério da Saúde e lembrou o Programa Mais Médicos, que segundo o governo federal levou atendimento a 50 milhões pessoas. Para Padilha, os ataques mostram desespero do tucano por causa de sua ascensão nas pesquisas de intenção de voto.
— Ele perdeu, se descontrolou. É o medo, é o desespero de alguém que durante 20 anos nunca viu tão nítida a oportunidade de uma disputa de segundo tuno, na medida em que eu começo a crescer. Ele entrou em descontrole total fazendo ataques pessoais.
Até a semana passada, Alckmin mantinha os ataques diretos focados a Skaf, candidato em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto. Nos dois últimos levantamentos, o candidato do PMDB, que vinha de uma tendência de alta, perdeu cinco pontos porcentuais, de acordo com o Ibope. Alckmin, que lidera a disputa, chegou a cair três pontos e depois oscilou um ponto para cima. Padilha, que começou a campanha com 5%, passou a ter oito pontos porcentuais.
Artilharia
Desde o início do horário eleitoral, em agosto, Alckmin tem priorizado o rádio para veicular ataques aos adversários. Nesta segunda, o trecho antipetista da propaganda terminou com uma referência ao escândalo do mensalão. "Vocês sabiam que dos últimos quatro candidatos que o PT apresentou para o governo de São Paulo, dois estão presos?", questiona o locutor. A provocação lembra o ex-ministro José Dirceu e ao ex-presidente do PT José Genoino, ambos presos por envolvimento no escândalo, e que disputaram as eleições estaduais em 1994 e em 2002, respectivamente.
A propaganda petista, por sua vez, nas duas últimas semanas endureceu o discurso e passou a questionar mais o governo Alckmin, que costuma ser apresentado como o candidato das "promessas não cumpridas". Mote parecido ao explorado por Skaf, que também costuma dedicar os ataques ao tucano.




