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Eleições 2016

Proposta de 'TV municipal' de Haddad é alvo de crítica

Deputado Celso Russomanno (PRB) e o empresário João Doria (PSDB) dispararam contra ideia

Eleições 2016|Do R7

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Russomanno e Doria criticaram proposta de Fernando Haddad
Russomanno e Doria criticaram proposta de Fernando Haddad

A proposta do prefeito e candidato à reeleição na disputa em São Paulo, Fernando Haddad (PT), de criar um Conselho Municipal de Comunicação e instituir uma TV e uma rádio municipais foi criticada na última quarta-feira (18) por dois de seus principais concorrentes, o deputado Celso Russomanno (PRB) e o empresário João Doria (PSDB), ambos profissionais da área.

A ideia, por outro lado, é vista com entusiasmo pela candidata Luiza Erundina (PSOL), que administrou a cidade entre os anos de 1989 e 1993 pelo PT.


A ideia figura no Plano de Governo apresentado pelo candidato petista à Justiça Eleitoral no ato do registro de sua candidatura, no último dia 8. O documento de 36 páginas relaciona as realizações da gestão Haddad nos últimos quatro anos e as diretrizes e as metas do petista para o período de 2017 a 2020, caso seja reeleito.

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No capítulo intitulado Por uma alternativa de comunicação, o texto critica a concentração dos meios de comunicação e afirma que "a configuração atual da mídia no Brasil também aponta para uma ameaça à liberdade de expressão".

O prefeito pretende, de acordo com a proposta, fomentar a cultura digital e incentivar a comunicação comunitária e a pluralidade de opiniões dentro de uma política pública integrada. Para isso, o petista quer criar o Conselho Municipal de Comunicação e Implantação de TV e Rádios Públicas.


Ao participar nesta quarta-feira de uma plenária no bairro Jardim Bancários, na zona leste da capital, Haddad afirmou que a ideia está prevista desde o lançamento do sinal digital em São Paulo, em 2007.

— A intenção é usar um canal para que a cidade e os municípios se apoderem para fazer, por exemplo, campanhas educativas.


Despesas

Doria e Russomanno, no entanto, consideraram a proposta de Haddad "inoportuna", pela criação de mais despesas no momento em que a Prefeitura passa por aperto em seus cofres, e ineficiente em seu propósito de "democratizar" informação.

"Não é preciso isso para garantir educação de gênero e promoção de direitos humanos", disse Doria, que cumpriu agenda de campanha nesta quarta em visita ao Congresso Nacional de Recursos Humanos e Gestão, na zona sul da capital.

Para o tucano, criar uma TV e uma rádio públicas, neste momento, "soa até como uma brincadeira".

— Não posso acreditar como uma pessoa como o prefeito Fernando Haddad possa defender uma ideia como essa numa situação atual, onde a Prefeitura tem que economizar recursos e otimizar ações, e não criar empresas públicas.

Doria, que é dono de empresas de comunicação, citou como exemplo malsucedido a criação da EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

— O governo Lula criou uma estatal de comunicação que consumiu uma fortuna de dinheiro e não se produziu nada. A EBC só produziu despesa e emprego para partidários do PT e apadrinhados.

'TV Cultura'

Russomanno, que é apresentador de TV, disse que a Prefeitura tem outras opções para investir na democratização da informação.

— Acho desnecessário investir alto em algo que pode não dar retorno.

Ele visitou, na quarta, uma feira no Capão Redondo e a abertura de um salão internacional de motopeças.

O candidato do PRB citou como exemplo a TV Cultura, ligada ao governo estadual, que, segundo ele, "só dá prejuízo". Para ele, a democratização da comunicação passa primeiramente pela transmissão de dados.

Erundina não teve agenda pública na quarta. Por meio de sua assessoria, disse que sempre defendeu o Conselho Nacional de Comunicação e pretende implementar "mecanismos de controle social e veículos de TV e rádio que transmitam temas pertinentes aos cidadãos, respeitando e valorizando sua diversidade". Marta Suplicy (PMDB) também não teve agenda pública e não quis se manifestar sobre o assunto. 

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