Grupo de prefeitos declara apoio a Bolsonaro no segundo turno
Presidente conversou com 350 gestores municipais nesta quarta-feira; eles entregaram documento com reivindicações
Eleições 2022|Do R7, em Brasília

O presidente da República e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), recebeu apoio para o segundo turno de um grupo formado por 350 prefeitos nesta quarta-feira (19). O anúncio ocorreu após reunião no Palácio da Alvorada, em Brasília, entre o chefe do Executivo federal e os gestores municipalistas.
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Os prefeitos que conversaram com o presidente nesta quarta representam federações e associações de muncípios em diferentes estados do país. Entre eles, estava o vice-presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Julvan Lacerda.
"Nós queremos expressar o reconhecimento por tudo que já foi conquistado nesse período pelo governo republicano do presidente Jair Bolsonaro, pela forma igualitária com que ele trata os municípios. Nós estamos aqui para chancelar o nosso apoio e o nosso reconhecimento a isso. Viva o Brasil", disse Lacerda.
A CNM, contudo, informou que a manifestação de Lacerda não representa a posição da entidade, que oficialmente não declarou apoio a nenhum candidato para o segundo turno. Bolsonaro, de todo modo, agradeceu o gesto e disse que "esse apoio e com toda certeza será decisivo para nossa reeleição".
Prefeitos entregam reivindicações
Os prefeitos aprovaram a carta do Movimento Municipalista, com demandas que visam o fortalecimento dos municípios brasileiros, e enviaram por e-mail aos dois candidatos. A carta aborda 15 tópicos e foi aprovada por mais de 500 gestores, que se reuniram na terça-feira (18), durante mobilização organizada por um grupo pró-Bolsonaro.
"Propomos o compromisso e a determinação daqueles que estarão na liderança do país nos próximos quatro anos para a efetivação da garantia da proteção social, fortalecimento e desenvolvimento dos municípios", diz o documento, obtido pela reportagem.
Entre as estratégias apontadas no texto estão a discussão e a revisão do sistema federativo, em que o poder político e decisório fica concentrado na União, que propõe, regulamenta e implementa as políticas públicas que interferem nos municípios. Para tanto, pedem o comprometimento para ajustar equilibradamente a repartição da arrecadação tributária nacional e os encargos administrativos transferidos.
Na área da educação, o movimento pede a permissão para que estados e municípios participem de forma igualitária da formulação e da definição das políticas educacionais. A medida, dizem, se daria desde a sua concepção, instituindo mecanismos permanentes de financiamento da educação básica pública.
Já na área da saúde, os prefeitos reforçam a importância do estabelecimento do equilíbrio das competências federativas diante do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é a equidade na oferta, no financiamento e na gestão dos serviços públicos. Entre elas, a recomposição do orçamento e reajuste anual nos valores do cofinanciamento.























