Após condenação, Berlusconi garante que não desistirá da política
Defesa do ex-premiê promete recorrer da decisão judicial italiana até nas instâncias europeias
Internacional|Do R7, com EFE e AFP

O ex-primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, expressou nesta quinta-feira (1º) sua intenção de não renunciar à política e a esperança que a condenação por fraude fiscal confirmada pela Corte Suprema faça com que os cidadãos abram seus olhos sobre a "submissão" que exerce parte dos juízes sobre a Itália.
Por meio de uma mensagem de vídeo, Berlusconi definiu como um novo exemplo da "perseguição" judicial contra ele a condenação a quatro anos de prisão confirmada hoje pelo Supremo, que, no entanto, adiou sua inabilitação à espera que a Corte de Apelação de Milão calcule de novo o prazo, que em primeira e segunda instância foi de cinco anos.
A revolta do ex-premiê
O ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi classificou de "condenação sem base alguma" a sentença da Corte de Cassação que o condena de forma definitiva a uma pena de prisão por fraude fiscal.
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"Esta condenação não tem base alguma e me privará de minha liberdade e de meus direitos políticos (...) Nós devemos continuar combatendo, fazendo política, para realizar todas as reformas necessárias no primeiro plano, entre elas a da justiça", afirmou o ex-chefe de governo em uma mensagem de vídeo.
Defesa vai recorrer de condenação
Os advogados do ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi anunciaram que pretendem chegar até instâncias europeias para recorrer da confirmação da condenação por fraude fiscal ditada contra ele pela Corte Suprema da Itália pelo caso Mediaset.
Através de um comunicado, Franco Coppi, Niccolò Ghedini e Piero Longo anunciaram sua intenção de seguir em frente, depois que o Supremo confirmou os quatro anos de prisão para Berlusconi, mas deu prazo ao Tribunal de Apelação de Milão para revisar a pena de inabilitação, que foi em primeira e segunda instância de cinco anos.
"A sentença do Tribunal Supremo no processo Mediaset não pode mais do que deixar um lamento. Havia sólidas razões e argumentos jurídicos para chegar a uma plena absolvição do presidente Berlusconi", afirmaram os advogados.
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"Avaliaremos e perseguiremos qualquer iniciativa útil, inclusive nas sedes europeias, para fazer com que esta injusta sentença seja radicalmente reformada", continuaram.
Em outro comunicado, o atual primeiro-ministro da Itália, Enrico Letta, pediu "serenidade" aos partidos políticos após a confirmação por parte do Supremo da condenação de Berlusconi, líder de uma das legendas que integram a coalizão governamental.
Em comunicado, Letta também falou sobre a declaração divulgada pelo presidente da República, Giorgio Napolitano, após ser divulgada a decisão do Supremo sobre o ex-primeiro-ministro conservador.
"Expresso plena adesão às palavras do presidente Napolitano sobre o pronunciamento do Supremo. O caminho reto é o respeito à magistratura e a suas sentenças", disse o social-democrata Letta.
"Pelo bem do país, é necessário agora que, também no legítimo debate interno das forças políticas, o clima de serenidade e a visão institucional façam prevalecer em todos o interesse da Itália sobre os interesses partidários", concluiu.
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