EUA vão enviar 5.000 soldados à Polônia; entenda motivo
Governo polonês afirma que país passou a ser alvo de espionagem por parte da Rússia
Internacional|Do R7
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o envio de mais 5.000 soldados americanos para a Polônia.
Em publicação nas redes sociais, o republicano afirmou que a decisão foi motivada pela relação próxima entre os dois países e pelo apoio ao presidente polonês Karol Nawrocki.
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“Com base na bem-sucedida eleição do agora presidente da Polônia, Karol Nawrocki, que tive orgulho de apoiar, e em nossa relação com ele, tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos enviarão mais 5.000 soldados para a Polônia”, escreveu o americano na Truth Social.
A decisão do governo americano foi divulgada um dia depois de o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, alertar que a guerra entre Rússia e Ucrânia pode levar a uma situação em que a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) precise “reagir com firmeza”.
O anúncio ocorreu após críticas de Trump a aliados europeus, principalmente porque a avaliação do governo americano de que alguns países da Otan têm dado apoio insuficiente à ofensiva dos EUA contra o Irã.
A guerra contra o Irã acentuou divergências dentro da aliança militar, enquanto o governo americano avalia que países membros têm oferecido apoio insuficiente à ofensiva contra o país persa.
Trump também já afirmou que considera a possibilidade de retirada da organização, criada em 1949, e questionou se Washington estaria obrigado a cumprir o pacto de defesa mútua previsto em caso de ataque a um Estado-membro.
Na sexta-feira (22), Tusk celebrou o anúncio em publicação no X e agradeceu às autoridades polonesas e aos aliados americanos envolvidos nas negociações.
Aliado estratégico
A Polônia vem exercendo um papel estratégico no apoio militar à Ucrânia desde o início da guerra na Ucrânia. O governo polonês afirma que, em razão disso, o país passou a ser alvo de espionagem e de ações de sabotagem atribuídas à Rússia.
O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, havia informado que o envio das tropas estava temporariamente suspenso, o que gerou preocupação no governo polonês. Após reuniões entre autoridades dos dois países, o ministro da Defesa da Polônia, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, afirmou que os EUA não planejavam reduzir sua presença militar.
Segundo informações da agência Reuters, autoridades americanas avaliam que a medida pode fazer parte de uma reorganização temporária das forças militares dos EUA na Europa, abrindo espaço para uma possível redução do contingente na Alemanha, onde atualmente há cerca de 35 mil soldados.
A decisão de enviar 5.000 soldados à Polônia surpreendeu membros da Otan e autoridades de defesa europeias, já que Trump havia sinalizado recentemente a intenção de reduzir a presença militar americana na Europa.
Ministros de Relações Exteriores de países como Suécia, Noruega, Holanda, Letônia e Finlândia disseram acompanhar a revisão da estratégia militar dos EUA, mas defenderam coordenação e diálogo entre os aliados da aliança militar.
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