"Deixará no coração, na história e nas lutas da América Latina um vazio", diz Dilma Rousseff sobre Chávez
Presidente do Brasil lamentou a morte do presidente venezuelano
Internacional|Do R7

A presidente Dilma Rousseff lamentou na noite desta terça-feira (5) a morte de Hugo Chávez. O presidente da Venezuela morreu em Caracas às 16h25 (18h55 em Brasília) desta terça-feira.
— Lamento como presidente da República e como uma pessoa que tinha por ele um grande carinho. Além de liderança expressiva, o presidente Chávez foi um homem generoso. Generoso com todos aqueles deste continente que precisaram dele.
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Dilma participa do 11º Congresso Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, em Brasília, e enfatizou a importância de Hugo Chávez para a América Latina.
— Foi, sem dúvida, uma liderança comprometida com o seu país e com o desenvolvimento dos povos da América Latina. Ele deixará no coração, na história e nas lutas da América Latina um vazio.
Dilma falou, ainda, sobre a relação de Chávez com o Brasil e com os brasileiros.
— Em muitas ocasiões, o governo brasileiro não concordou integralmente com o presidente Hugo Chávez. Porém, hoje, como sempre, nós reconhecemos nele uma grande liderança, uma perda irreparável e, sobretudo, um amigo do Brasil. Um amigo do povo brasileiro.
A presidente Dilma Rousseff cancelou a viagem à Argentina, programada para esta semana, para ir ao velório do presidente venezuelano.
Presidência
Chávez se engajou na vida política e saiu pela América Latina para angariar apoio político. Em 1997 fundou o partido Movimento 5ª República, a fim de disputar a eleição presidencial em 1998.
Ele assumiu o poder em 2 de fevereiro de 1999 para seu primeiro mandato, encerrando o chamado Pacto de Punto Fijo, no qual dois partidos venezuelanos dominaram a cena local por cerca de 40 anos.
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Logo ao assumir, Chávez levou ao Congresso a proposta de um referendo para uma reforma constitucional. Entre as principais alterações estavam o aumento do mandato de presidente de cinco para seis anos; a limitação a dois mandatos; e a mudança do sistema legislativo, de duas casas (Senado e Câmara dos Deputados) para uma única (a Assembleia Nacional). A nova carta magna destaca ainda mais poderes ao Estado, além de direitos a povos indígenas.
A elite do país — com destaque para empresários e acadêmicos — sentiu que o novo governo, a partir da nova Constituição, tirava dela o poder que exercia. Chávez foi acusado de tentar concentrar o poder. Apesar disso, Chávez é eleito novamente em 2000 para seu primeiro mandato, segundo o novo texto constitucional, com mandato de seis anos e apenas uma reeleição.
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