Internacional

8/1/2013 às 19h41 (Atualizado em 8/1/2013 às 20h31)

Governo confirma que Chávez não participará de posse e pede que cerimônia seja adiada

Pela Constituição, novo mandato presidencial começa na próxima quinta-feira (10)

Do R7, com agências internacionais

Hugo Chávez está internado desde 11 de dezembro em Cuba Reuters/Jorge Silva

O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, informou nesta terça-feira (8) que Hugo Chávez não participará da cerimônia de posse de seu quarto mandato presidencial, marcada para a próxima quinta-feira (10).  

O presidente da Venezuela está internado em Cuba desde 11 de dezembro, quando foi operado de um câncer, a quarta cirurgia do tipo em um ano e meio. O governo informou hoje que o quadro de Chávez é estável e que ele segue recebendo tratamento para superar uma insuficiência respiratória ocasionada por uma infecção pulmonar.  

Em carta enviada ao Parlamento e lida pelo presidente do legislativo, o chavista Diosdado Cabello, Maduro indicou que a recuperação de Chávez irá se estender em Havana, segundo a equipe médica do presidente.  

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No documento, o governo pede que Chávez receba autorização para prestar juramento diante do Tribunal Supremo de Justiça do país, como estabelece o artigo 231 da Constituição, mas sem indicar em qual data isso aconteceria.  

"O comandante presidente pede para informar que, de acordo com as recomendações da equipe médica... o processo de recuperação pós-cirúrgica deverá se estender para além do dia 10 de janeiro", afirmou a carta enviada pelo vice-presidente.  

A Constituição venezuelana indica que o mandato presidencial começa em 10 de janeiro e a oposição exige que seja cumprida a norma que estabelece que uma junta médica deva decidir se Chávez tem condições de assumir ou se novas eleições devem ser convocadas.  

A ausência de Chávez na Venezuela acirrou o confronto entre chavistas e opositores nos últimos dias. Ainda não está claro o que irá acontecer a partir do dia 10: se a posse será adiada, se o vice-presidente irá assumir o governo ou, ainda, se novas eleições podem ser convocadas.  

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