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Governo do Irã aprova apenas 8 de 686 candidatos inscritos para a eleição presidencial

Cinco dos oito candidatos são próximos ao aiatolá Ali Khamenei, líder máximo do país

Internacional|Do R7

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Líder das negociações nucleares com as potências mundiais, Saeed Jalili conseguiu o que o governo queria: tempo para seguir tocando o polêmico programa nuclear
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O Conselho de Guardiães da Revolução, que supervisiona a vida política do Irã, admitiu apenas oito candidatos para as eleições presidenciais do próximo dia 14 de junho, informou nesta terça-feira (21) a agência oficial iraniana Irna.

O secretário do Escritório Eleitoral do Ministério do Interior, Seyed Solai Mortazavi, disse oficialmente à agência que só 8 dos 686 aspirantes inscritos foram aprovados pelo conselho, entre eles cinco conservadores próximos ao líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e três que se apresentam como independentes.


Os dois principais opositores à linha que segue o líder supremo, o ex-presidente reformista moderado Akbar Hashemi Rafsanjani e o nacionalista conservador e liberal em questões sociais, Esfandiar Rahim Mashaei, foram desqualificados.

Entre os conservadores admitidos destaca-se Saeed Jalili, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional e principal negociador internacional do país em matéria nuclear, apontado como um dos favoritos ao pleito.


Também estão os conservadores Mohamad Bagher Qalibaf, prefeito de Teerã; Gholam Ali Haddad Adel, parlamentar e ex-presidente do Parlamento; Ali Akbar Velayati, assessor do líder supremo e ex-ministro das Relações Exteriores; e Mohsen Rezaei, ex-comandante do Corpo de Guardiães da Revolução e atual secretário do Conselho do Discernimento.

Os outros três candidatos admitidos se apresentam como independentes, embora Hassan Rohani e Mohamad Reza Aref sejam considerados reformistas moderados, e Mohamad Qarazi, que desempenhou cargos públicos em distintas administrações, não tenha nenhuma adscrição.


Com estas oito candidaturas, as eleições presidenciais de junho serão as mais restritas da história da República Islâmica do Irã desde sua implantação, em 1979, com apenas um setor do regime com força para ganhar o pleito e todo os demais relegados ou proscritos.

Hoje mesmo, antes de saber da decisão do Conselho de Guardiães, o escritório de Rafsanjani e o próprio Mashaei defenderam sua qualificação para a presidência do Irã e responderam aos setores conservadores islâmicos que tinham pedido que fossem excluídos como candidatos.


Ex-presidente e aliado de Ahmadinejad são barrados

A desqualificação de Rafsanjani e Mashaei deixa a eleição marcada para 14 de junho para ser disputada somente por candidatos da linha dura conservadora, leais ao líder supremo do país.

O ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani e Esfandiar Rahim Mashaie, um assessor próximo do presidente Mahmoud Ahmadinejad, não entraram numa lista de candidatos aprovada pelo Conselho Guardião.

Tanto Rafsanjani, que é relativamente moderado e foi presidente entre 1989 e 1997, quanto Mashaie, conhecido por sua presença quase constante ao lado de Ahmadinejad, entraram na disputa nos momentos finais.

Os dois também expressaram opiniões que desagradaram a elite linha dura de clérigos do país e havia muitas especulações de que eles seriam barrados da disputa.

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