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Timmy morreu? Baleia desaparece após resgate milionário e divide Alemanha

Rastreamento sem localização alimenta dúvidas sobre o destino da jubarte retirada do Mar Báltico depois de semanas de controvérsia

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Timmy, a baleia-jubarte resgatada no Mar Báltico, está desaparecida após uma operação de resgate que custou cerca de 1,5 milhão de euros.
  • Cientistas acreditam que haja alta probabilidade de morte do animal devido ao seu estado debilitado, mas o governo local contesta essa hipótese.
  • A operação foi marcada por controvérsias e críticas sobre a falta de transparência nos dados de rastreamento da baleia.
  • O caso gerou intenso debate na Alemanha sobre a intervenção humana em situações de animais silvestres gravemente debilitados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Não é possível saber se a baleia Timmy está viva ou se morreu após ser solta Reprodução\Instagram\landwirtschaft_und_umwelt_mv

O paradeiro da baleia-jubarte apelidada de Timmy segue desconhecido poucos dias após uma complexa operação privada que mobilizou autoridades, empresários e voluntários na Alemanha. Sem dados conclusivos do rastreador instalado no animal, cientistas avaliam que há alta probabilidade de que o animal tenha morrido, embora o governo do estado alemão de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental conteste essa hipótese.

Timmy, um jovem macho de cerca de 12 metros de comprimento, foi visto pela primeira vez em 23 de março em águas rasas próximas à praia de Timmendorfer Strand, no litoral alemão do Mar Báltico. O local inspirou o apelido dado ao animal. Após conseguir se soltar, a baleia voltou a encalhar diversas vezes nas semanas seguintes, principalmente nas proximidades da ilha de Poel e da cidade de Wismar.


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Segundo observadores, havia restos de cordas e redes de pesca em sua boca, o que sugere que o animal já estava debilitado antes de entrar no Báltico. Especialistas também relataram alterações na pele compatíveis com a exposição prolongada a águas menos salgadas do que as do oceano.

Diante do estado de saúde da baleia, cientistas e um painel de especialistas da Comissão Internacional da Baleia (IWC) recomendaram que o animal fosse mantido úmido e deixado em paz, sem novas tentativas de resgate. Para esses especialistas, essa era a medida mais humana e responsável.


A orientação, no entanto, foi contestada por moradores e por uma iniciativa privada financiada pelos bilionários Karin Walter-Mommert e Walter Gunz. Com apoio do secretário estadual do Meio Ambiente, Till Backhaus, foi autorizada uma operação para transportar Timmy por mais de 400 quilômetros até o Mar do Norte.

O resgate ganhou ampla repercussão. Milhares de pessoas acompanharam as tentativas ao vivo pela internet, enquanto o caso provocava forte debate entre defensores da intervenção e especialistas que consideravam o processo um prolongamento desnecessário do sofrimento do animal.


Inicialmente, equipes aprofundaram o fundo raso do Báltico para criar um canal. Depois, utilizaram flutuadores infláveis para tentar rebocar a baleia. Como as manobras não surtiram efeito, Timmy foi conduzido para uma barcaça com água e rebocado por meio dos estreitos dinamarqueses até águas mais profundas.

A etapa final também gerou críticas. Segundo relatos, o animal relutou em deixar a embarcação, e uma corda foi presa à nadadeira caudal para ajudá-lo a sair. Veterinários e biólogos afirmaram que o procedimento envolvia alto risco de ferimentos.


No dia 2 de maio, Timmy foi liberado no estreito de Skagerrak, entre Dinamarca, Noruega e Suécia. A cena foi recebida com euforia nas redes sociais, mas o desfecho rapidamente deu lugar à incerteza.

Um transmissor por satélite foi instalado na baleia para acompanhar seus deslocamentos. Até o momento, o equipamento registrou cerca de 25 sinais, mas nenhum dado de localização. Especialistas destacam que esse tipo de dispositivo não mede sinais vitais, o que impede confirmar se o animal está vivo.

O Museu Oceanográfico Alemão, em Stralsund, informou que considera “altamente provável” que Timmy tenha morrido. Segundo a instituição, o mamífero estava extremamente enfraquecido e talvez não tivesse força suficiente para nadar por longos períodos em águas profundas.

O secretário Till Backhaus rejeitou essa conclusão e afirmou que não há fatos concretos que sustentem a hipótese de morte. Ele também cobrou o compartilhamento de eventuais informações adicionais por parte do museu.

Outros especialistas criticaram a falta de transparência sobre o rastreamento e sobre a condução da operação. O biólogo marinho dinamarquês Peter Madsen classificou a ausência de dados como incomum e inadequada. Já o pesquisador Fabian Ritter afirmou que, se não for possível determinar o destino da baleia, todo o esforço terá sido em vão.

Também surgiram divergências entre integrantes da própria missão. A veterinária Kirsten Tönnies relatou que foi impedida de acompanhar a última tentativa de soltura e discordou do procedimento adotado, inclusive por não ter podido dar uma liberação médica final.

Os financiadores do projeto se distanciaram da forma como a baleia foi liberada e defenderam que eventuais responsabilidades recaiam sobre os operadores das embarcações envolvidas.

O custo da operação foi estimado em 1,5 milhão de euros (cerca de R$ 8,6 milhões), valor arcado por recursos privados. O episódio provocou intenso debate na Alemanha sobre os limites da intervenção humana em casos de animais silvestres gravemente debilitados.

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