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Militantes do Boko Haram assassinam "esposas" durante recuo e deixam rastros de sangue

Valas comuns e sinais de massacre estão vindo à tona com o avanço dos militares

Internacional|Do R7

Membros do Boko Haram cometem atrocidades na retirada
Membros do Boko Haram cometem atrocidades na retirada

Cenas terríveis de crueldade humana têm se intensificado na Nigéria com o recuo do grupo extremista Boko Haram no nordeste do país. As informações são da Associated Press.

Segundo o Alto Comissário de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), com o avanço de militares da Nigéria, o grupo tem deixado um rastro de destruição e sangue, assassinando mulheres e adolescentes que haviam tomado à força como esposas.

Outros sequestrados pelos radicais também estão sendo mortos. Durante sessão especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Zeid Raad al-Hussein descreveu o cenário de terror.

— A retomada de partes do nordeste da Nigéria nas últimas semanas trouxe à tona valas comuns e sinais evidentes de massacre por parte do Boko Haram.


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Al-Hussein fez as afirmações baseado em relatos de combatentes sobre a relação do grupo com as mulheres, na verdade escravas. Também ouviu sobre casos em que crianças são usadas como escudos e bombas humanas que ele ressaltou se constituírem crimes de guerra e contra a humanidade.


Mas a violência brutal, segundo ele, não vem apenas do grupo radical, baseado na Lei Islâmica. Forças de segurança da Nigéria também têm praticado atrocidades, de acordo com o funcionário, que disse ter ouvido relatos críveis e persistentes a esse respeito. Ele pediu uma investigação completa e transparente das autoridades.

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Os militantes islâmicos extremistas ocuparam o nordeste da Nigéria, causando terror e ataques a cidades de países vizinhos, o que levou as nações na área, incluindo Chade e Níger, a montar uma força para lutar contra eles. Al-Hussein reiterou sua preocupação com o acirramento de todo este conflito por meio de questões étnicas e sectárias crescentes.

Um dos motivos que causam este temor é o fato de que o grupo étnico Kanuri, que originalmente liderou o Boko Haram, esteja sendo alvo de abusos por parte dos militares. Por outro lado, o grupo radical começou a retaliar nigerianos do Shuwa Arab, ligados o Chade, acusados de apoiarem as forças oficiais.

— Há um risco elevado de haver uma escalada de violência étnica e religiosa. Isso só pode ser interrompido por uma liderança baseada em princípios e instruções claras aos militares, com a prestação de contas adequada.

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