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Mujica vê chance para golpe de Estado na Venezuela

Presidente uruguaio diz temer uma radicalização da esquerda

Internacional|Ansa

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O presidente do Uruguai, o ex-guerrilheiro José Mujica, confessou que teme um "golpe de Estado de esquerda" na Venezuela, país que vem sofrendo com constantes protestos e crises de abastecimento.

Em uma entrevista exclusiva ao jornal El País, que será publicada no próximo domingo, quando o mandato de Mujica encerra, o presidente uruguaio disse que um golpe seria "algo gravíssimo" para a Venezuela, pois seria anticonstitucional e "eliminaria o argumento de defesa da democracia".


Mujica também afirmou que "existem modos inteligentes e sutis de desestabilizar um governo", como o próprio presidente venezuelano, Nicolás Maduro, tem denunciado.

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Mas o líder uruguaio, de 79 anos, que foi guerrilheiro tupamaro, admitiu que "não sabe exatamente o que acontece na Venezuela". "Sei que é uma crise de abastecimento e que o povo não está contente. Não tenho dúvidas disso", afirmou Mujica.

Segundo o uruguaio, existe uma oposição que busca uma "saída institucional" para a crise, sendo que esta é liderada por Henrique Capriles, e uma outra parcela de opositores que "querem articular um golpe de Estado contra Maduro".


Na semana passada, o prefeito de Caracas, o opositor Antonio Ledezma, foi preso nesta quinta-feira (19), em seu escritório, por agentes do Sebin (Serviço Bolivariano de Informação), considerado o serviço secreto da Venezuela.

Ledezma é um dos homens mais próximos à ex-deputada Maria Corina Machado e a Leopoldo Lopez, preso há um ano por incitar protestos contra o governo. O presidente venezuelano confirmou a prisão de Ledezma e afirmou que ele responderá na Justiça por "crimes cometidos contra a paz, a segurança e a Constituição" do país.


A prisão do prefeito acirrou os ânimos em Caracas. Na terça-feira, um jovem de 14 anos morreu durante uma manifestação contra Maduro. O Brasil e os outros países da América Latina estão acompanhando a situação da Venezuela.

"O governo brasileiro considera imperiosa a pronta retomada do diálogo político", disse o Itamaraty em um comunicado. Por sua vez, o ministro paraguaio das Relações Exteriores, Eladio Loizaga, disse que seu país esperará um pronunciamento oficial da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) sobre a crise na Venezuela. 

"O Paraguai não tem uma posição do que ocorre na Venezuela. Estamos esperando o informe da Unasul", disse o chanceler. Representantes do Brasil, Colômbia e Equador devem visitar a Venezuela nos próximos dias para produzir um relatório para a Unasul. 

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