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Putin bate recorde de popularidade com crise na Ucrânia

Mais de dois russos em cada três dizem que aprovam a política do presidente

Internacional|Do R7

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Apenas 30% dos russos (contra 35% há um ano) desaprovam a atividade de Putin
Apenas 30% dos russos (contra 35% há um ano) desaprovam a atividade de Putin

O presidente russo Vladimir Putin bateu seu recorde de popularidade desde a sua reeleição à Presidência russa em maio de 2012, principalmente graças a sua intervenção na Ucrânia, constataram nesta terça-feira (11) os principais institutos de pesquisa russos.

Mais de dois russos em cada três (69% dos entrevistados, 9% a mais do que em fevereiro 2013) dizem que aprovam a política de Vladimir Putin, de acordo com um estudo realizado no final de fevereiro pelo Centro Levada (independente) com 1.603 pessoas em 45 regiões russas.

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Apenas 30% dos russos (contra 35% há um ano) desaprovam a atividade de seu presidente, de acordo com a pesquisa publicada no site do Centro.

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Já o instituto VTsIOM, próximo do poder, vê a popularidade de Putin em 68%, e revela, ao mesmo tempo, que 53% dos entrevistados consideram a crise ucraniana a "principal notícia atual".

"A popularidade de Putin, que se aproxima da registrada em maio de 2012, data da sua reeleição para o seu terceiro mandato como presidente, ainda pode aumentar, visto que a ofensiva do Kremlin na Ucrânia deve continuar", acredita o sociólogo Alexei Levinson, do Centro Levada.

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"Putin explora com sucesso os hábitos do paternalismo, os russos têm confiança na sua interpretação dos acontecimentos na Rússia e no exterior", explicou à AFP.

A imagem do caos ucraniano apresentada pela imprensa pró-governamental russa, "defende a estabilidade à la Putin", considera o analista político Yevgeny Minchenko, entrevistado pelo jornal Vedomosti.

No início de março, o Kremlin passou para a ofensiva contra as novas autoridades ucranianas, que Moscou não reconhece sua legitimidade, e ocupou a Crimeia, território autônomo pró-russo pertencente à Ucrânia desde 1954.

A popularidade de Vladimir Putin, ex-agente da KGB, de 61 anos, poucas vezes atingiu um nível abaixo de 60% desde que chegou ao poder em 2000.

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