Internacional

12/4/2013 às 12h29 (Atualizado em 12/4/2013 às 13h10)

Vídeo mostra menino encapuzado morrendo de fome em rua da Coreia do Norte

Imagens registram tratamento desumano e canibalismo de prisioneiros

Do R7

Menino morre de fome e soldado passa sem ajudar Reprodução/mirror.co.uk

Uma criança de mais ou menos dez anos está sentada na sarjeta enquanto literalmente morre de fome, e bem ao seu lado soldados carregam caminhões com arroz suficiente para alimentar famílias por semanas a fio.

As imagens de um vídeo clandestino foram feitas na Coreia do Norte e entregues ao jornal The Mirror. Segundo a publicação, enquanto o menininho entra em colapso no meio-fio imundo, vestido em uma jaqueta do exército enorme para o seu tamanho, oficiais passam sem olhar nem demonstrar pena.

Perto do garoto - filmado secretamente no condado de Yang Gang, perto da fronteira com a China -, outras crianças fuçam o lixo atrás do que poderia servir de comida em uma terra onde as pessoas são tão pobres que acabam forçadas a comer casca de árvore e até mesmo lascas de corpos humanos, de acordo com o que informam fontes internas.

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Não muito longe dali, prisioneiros são transportados dos campos de trabalho para lugares onde vão cavar freneticamente o solo congelado atrás de alimento, enquanto tropas apontam suas armas para eles, de dedo no gatilho e esperando por um movimento errado que poderia levá-los à morte.

As imagens foram entregues ao jornal The Mirror na mesma semana em que acontecia o encontro dos ministros de Relações Exteriores do G8. O anfitrião da reunião, o chanceler William Hague, avisou Pyongyang sobre as possíveis sanções caso a Coreia do Norte siga em frente em suas ameaças de executar um quarto teste nuclear.

— Se o país lançar outro míssil ou fizer um teste nuclear, nós nos comprometemos a levar adiante medidas significativas. Não especificamos o que seriam essas medidas, mas estamos falando claramente sobre sanções.
Enquanto Hague discursava, a Coreia do Norte levava seus mísseis para a posição de lançamento, e seu líder Kim Jong-un, a despeito dos pedidos de uma população que vem passando fome, se certificava de que os exércitos teriam comida suficiente se forem mandados para as linhas de frente de uma possível guerra com a Coreia do Sul.

Segundo o pastor Kim Seung-Eun, que já ajudou mais de mais de mil norte-coreanos a fugirem de seu país, há pessoas “tão famintas que já apelaram para o canibalismo”.
— Um homem foi executado a tiros porque havia comido metade de outro ser humano e vendido o resto da carne. As pessoas estão vivendo como animais naquele país. Faço o que posso para retirar de lá o máximo de pessoas que eu posso, mas é muito, muito perigoso, especialmente para as pessoas que estão lá.

Ele afirma ainda que a pessoa que filmou o menino na sarjeta focou nele por um motivo.

— Alguém havia comentado que o menino estava morrendo no meio da rua, e esta pessoa foi procurar por ele. É muito estressante, muito triste, mas eu espero que o mundo veja, através destas imagens, o quanto as coisas lá são chocantes, e possam assim ajudar mais refugiados e desertores a escapar daquele lugar terrível.

O pastor de 48 anos consegue ajudar desertores do regime norte-coreano ao subornar guardas e oficiais do exército. Salvar alguém do regime custa em média R$ 15.000, valor distribuído entre gastos no planejamento, comida, propina para os guardas e passagens de barco e trem. Além disso, ele também ajuda a divulgar imagens como as conseguidas aqui.

As imagens são feitas por pessoas que criticam o regime, e que poderiam ser mortas caso fossem flagradas. Em algumas cenas, um guarda aponta sua metralhadora para a lente da câmera, depois que a pessoa que filmava foi descoberta escondida na fronteira com a China. Assim que o guarda mira, o câmera foge gritando por socorro.

Em outra gravação, dois prisioneiros, um homem e uma mulher, são vistos cavando o chão com as mãos atrás de algo para colher. Logo em seguida, são forçados a carregar toras para reconstruir uma pequena passarela, e, em seguida, obrigados a quebrar pedras.

“Visitei a fronteira da China com a Coreia do Norte alguns anos atrás, e nunca vou me esquecer da pobreza que vi. Decidi que deveria fazer alguma coisa. Esta foi uma das filmagens mais perigosas feitas na Coreia do Norte. Fora Pyongyang, não há nada atraente naquele país, especialmente no interior.”

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