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Acusado de matar ex-prefeito de Mariana (MG) diz que foi torturado para confessar crime

Leonardo Stigert Silva afirmou que levou socos e foi sufocado com saco plástico em delegacia

Minas Gerais|Do R7

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José Ramos Filho tinha 78 anos
José Ramos Filho tinha 78 anos

Com cerca de uma hora de atraso, começou na manhã desta terça-feira (10), o julgamento do primeiro acusado de matar o ex-prefeito de Mariana, José Ramos Filho, de 78 anos. O réu Leonardo Stigert da Silva, de 26 anos, foi ouvido por cerca de meia hora durante a sessão, que acontece no 2º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, em Belo Horizonte.

Em seu depoimento, Silva alegou que confessou o crime na delegacia sob tortura. Ele afirmou ter sido agredido com socos no estômago, sufocado em um saco plástico e ainda recebido ameaças de que teria os testículos espremidos em um alicate. Diante das perguntas dos advogados de defesa, o acusado ainda contou que passou pelo exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal) antes de apanhar.


A única testemunha que seria ouvida durante o plenário era um policial civil, que foi dispensado. O réu afirmou que não entende porque seu nome foi envolvido no assassinato do ex-prefeito. Ele contou que namorava a filha do acusado de Guaracy Goulart Moreira, de 48 anos, apontado como o responsável pelo tiro que matou a vítima. Segundo Silva, no dia do crime, ele apenas pegou carona com Moreira de Leopoldina a Belo Horizonte.

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Silva encerrou seu depoimento por volta de 10h20. O juiz Glauco Soares Fernandes determinou cinco minutos de intervalo antes de retomar a sessão e iniciar os debates. Quatro homens e três mulheres formam o corpo de jurados que vai decidir o futuro do réu.

Francisco de Assis Ferreira Carneiro, o "Chico da Farmácia", de 52 anos, e Moreira, tiveram o júri adiado e serão julgados no dia 28 de agosto.


Crime com motivações políticas

João Ramos Filho, que seria candidato à reeleição, foi assassinado em 15 maio de 2008, às vésperas da campanha eleitoral. O prefeito foi cercado em um posto na MG-262, perto de Mariana, por dois homens em uma moto. O garupa disparou quatro vezes. A polícia chegou a considerar a hipótese de latrocínio, mas descartou o roubo ao descobrir R$ 1,6 mil no bolso da calça do prefeito. Para a polícia e o Ministério Público, Chico da Farmácia tramou o crime para tirar o político do páreo para poder se candidatar.

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