Alça de viaduto será implodida em três segundos com 125kg de explosivos
Alça norte também corria risco de desabar; acidente deixou dois mortos em 3 de julho
Minas Gerais|Do R7

Dois meses após a queda do Viaduto Batalha dos Guararapes, na avenida Pedro 1º, em Belo Horizonte, a alça norte do elevado, que também corria risco de desabar, vai ser implodida. A estrutura, com 1.300 m³ de concreto, irá ao chão em apenas três segundos, às 9h deste domingo (14).
O trabalho será feito pela empresa Fábio Bruno Construções, contratada pela Cowan, responsável pela execução da obra. Segundo o prefeito Marcio Lacerda, a implosão vai custar R$ 1,2 milhão, valor pago inteiramente pela empreiteira.
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Conforme a Cowan, 150 pessoas vão trabalhar no procedimento deste domingo. Ao todo, serão usados 125 quilos de explosivos, distribuídos em três pilares. Por motivos de segurança, uma área de isolamento de 200 metros será instalada no local. A Defesa Civil vai retirar 296 famílias que moram nos dois condomínios próximos ao viaduto. Eles só vão voltar para casa na próxima semana.
Para evitar o lançamento de concreto e ferragem, os pilares serão envolvidos por um sistema de proteção com duas camadas de tela metálica e outras seis camadas de materiais resistentes. Em alguns pontos, onde possa ter tubulação de água ou gás, será colocado um forro de areia.
A Cowan também será a responsável pela remoção do concreto e limpeza da avenida Pedro 1º, que deve finalmente ser liberada para o trânsito em uma semana, no dia 21 deste mês.
Falhas
De acordo com a empresa, a alça que será implodida foi planejada com o mesmo erro que fez o viaduto Guararapes desabar: muito menos aço que o necessário. A responsabilidade seria da Consol, que elaborou o projeto.
Já a Consol nega qualquer falha no projeto e garante que houve erro de execução. Segundo a empresa, a Cowan realizou mudanças no projeto original e retirou o escoramento antes do previsto e que, durante esta etapa, o trânsito na avenida Pedro 1º deveria ter sido suspenso.
Um laudo da Polícia Civil comprovou as falhas e apontou para "erros de cálculo que levaram à redução da quantidade de materiais utilizada na estrutura". Além disso, a perícia também constatou um problema no tamanho dos blocos de sustentação do viaduto.














