Chacina de Unaí: STF suspende julgamento de recurso de acusado de ser mandante do crime
Defesa de Norberto Manica quer que réu seja julgado na cidade onde ocorreu o crime
Minas Gerais|Do R7

O julgamento do recurso do fazendeiro Norberto Manica, acusado de ser um dos mandantes da morte de funcionários do Ministério do Trabalho no caso que ficou conhecido como “Chacina de Unaí”, foi suspenso nesta terça-feira (1º) pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
A decisão foi tomada depois que os ministros não conseguiram entrar em um acordo com relação ao processo. O relator do habeas corpus apresentado pela defesa do fazendeiro, ministro Marco Aurélio Mello, foi favorável à transferência do julgamento para a cidade de Unaí.
Já a ministra Rosa Weber votou favoravelmente à manutenção do júri popular em Belo Horizonte. Ainda não há prazo previsto para o STF retomar a análise do habeas corpus.
O crime
No dia 28 de janeiro de 2004, os fiscais do trabalho Eratóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares e Nelson José da Silva e o motorista Aílton Pereira de Oliveira foram vítimas de uma emboscada em uma estrada de terra em Unaí, no noroeste de Minas. As vítimas foram mortas a tiros no momento em que faziam uma fiscalização de rotina na zona rural da cidade, localizada a cerca de 500 km da capital mineira.
Norberto Mânica é acusado de ser o mandante da chacina e Francisco Elder Pinheiro, que já faleceu, era apontado como o responsavél por ter contratado os pistoleiros que balearam os fiscais.
Condenações
No dia 31 de agosto deste ano, Erinaldo de Vasconcelos, Rogério Alan Rocha Rios e William Gomes de Miranda, foram condenados pela morte dos quatro auditores fiscais. Somadas, as penas totalizam 226 anos de prisão.
Rios recebeu a maior condenação: 94 anos de reclusão por quatro homicídios triplamente qualificados e formação de quadrilha. Já Vasconcelos, que confessou em juízo ter matado duas pessoas, foi condenado a 76 anos e 20 dias de prisão pelos mesmos crimes e ainda por receptação. Já Miranda ouviu da juíza Raquel Vasconcelos o seguinte veredicto: 56 anos atrás das grades por quatro homicídios triplamente qualificados.














