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Comissão vai ouvir ex-alunas sobre denúncia de professor machista na UFMG

Os estudantes querem comprovar que a conduta irregular dos profissionais é antiga

Minas Gerais|Do R7

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Estudantes fizeram protestos contra docentes
Estudantes fizeram protestos contra docentes

A comissão criada para apurar as denúncias de machismo, assédio e homofobia envolvendo professores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) vai ouvir ex-alunas dos docentes. Os estudantes querem comprovar que a conduta irregular dos profissionais é antiga.

De acordo com a secretária do Centro Acadêmico de Ciências Sociais, Fernanda Maria Caldeira, foi organizada uma assembleia logo após a denúncia de que a aluna teria sido assediada por Coelho. A estudante conta que a reunião ficou "lotada" e afirma que "há anos" o professor tem feito este tipo de comentário.


— É um histórico antigo desse professor, fazer essas piadas. Ouvimos vários relatos de ex-alunos de que não era uma coisa específica com essa menina, então decidimos entrar com um processo administrativo no colegiado.

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A denúncia foi encaminhada ainda para a reitoria da universidade, Ministério Público e para o Ministério da Educação. Fernanda ressalta que os estudantes querem a expulsão do professor, que chegou a ter a porta da sala pichada em protesto.

De acordo com o diretor da Fafich (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG), todas as providências para apurar a denúncia estão sendo tomadas. Coelho foi temporariamente afastado do cargo e uma sindicância foi organizada para avaliar a situação. Dois professores e um aluno serão responsáveis por analisar provas e dados sobre o caso.


Denúncias

Segundo as informações, Francisco Coelho, que leciona no curso de Ciências Sociais, teria assediado uma aluna em sala de aula, dizendo que gostaria de queria "vê-la na horizontal".

Já outra caso apresentado pelos alunos é o de Antônio Zumpano, que ministra a disciplina de matemática no curso de Gestão Pública. Os universitários alegam que o profissional tem costume de utilizar as redes sociais para postar mensagens homofóbicas.

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