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Prefeitura vai retirar 186 famílias de prédios vizinhos ao viaduto que desabou

Segundo a Defesa Civil, medida é para "garantir segurança dos moradores"

Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7

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Embora Cowan diga que não há risco para a população, prefeitura optou pela retirada
Embora Cowan diga que não há risco para a população, prefeitura optou pela retirada

A Prefeitura de Belo Horizonte decidiu retirar 186 famílias que vivem próximas ao viaduto Guararapes, que desabou no início do mês, deixando dois mortos e 22 feridos. De acordo com a assessoria de imprensa da Comdec (Coordenadoria Municipal de Defesa Civil), o cadastramento dos moradores que deixarão o local já foi iniciado, mas ainda não há uma data exata para a conclusão.

Ainda conforme a Comdec, a medida tem como objetivo "garantir a segurança dos cidadãos" até que sejam concluídas as intervenções no local. Em coletiva de imprensa dada na última terça-feira (22), a Cowan, construtora responsável pelo elevado, informou que protocolou ofício em que recomenda o uso de dinamite para a destruição da estrutura por considerar que qualquer esforço de demolição coloca os operários em risco.


Segundo a empresa, a alça foi construída com o mesmo problema que provocou o desabamento do viaduto sustentado pela alça sul. Foi usado apenas 10% do aço devido, o que sobrecarrega a sustentação da estrutura.

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A PBH informou na noite da última terça-feira (22) que já pediu à construtora Cowan um plano de demolição. A prefeitura solicitou que a Cowan adote medidas de proteção civil para os moradores do entorno do viaduto, embora o laudo apresentado pela construtora tenha descartado qualquer risco para a população que vive na região.

Relembre o caso

O viaduto Guararapes, que fica no bairro São João Batista, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, desabou no último dia 3 de julho. A construção atingiu quatro veículos, sendo um ônibus, um automóvel Fiat Uno e dois caminhões. A motorista do coletivo e o condutor do carro foram atingidos pelos escombros e morreram ainda no local. Outros 22 passageiros do ônibus ficaram feridos e foram socorridos para hospitais da cidade. Entre os feridos, estava a filha da condutora, uma menina de apenas cinco anos.

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