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Grupo de voluntárias ajudam mães carentes em hospital de BH há cerca de 40 anos

Mulheres dão conselhos para jovens que experimentam a maternidade pela primeira vez

Minas Gerais|Do R7, com Record Minas

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Voluntárias trabalham 3h por dia, duas vezes por semana
Voluntárias trabalham 3h por dia, duas vezes por semana
Grupo realiza bazar para arrecadar fundos e continuar com trabalho
Grupo realiza bazar para arrecadar fundos e continuar com trabalho

Um grupo de mulheres tem dado o exemplo por mais de quatro décadas em um hospital de BH. Elas são da Avosc (Associação de Voluntárias na Santa Casa de BH) e auxiliam pessoas carentes que vêm de longe e não recebem visitas. Pacientes que precisam apenas de companhia e, principalmente, as gestantes que acabaram de conhecer a maternidade.

Um das mães atendidas foi Érica Daniela Augusto, que, agora, acompanhou o primeiro parto da filha, que também foi atendida pelas mulheres do grupo. A nova avó conta que a ajuda das voluntárias foi essencial para ela e que também será para a nova mãe.


— Quando eu tinha 18 anos, elas que me ensinaram como cuidar das crianças, como cuidar da minha filha. Elas me deram enxoval e conversaram comigo quando eu estava muito assustada.

A associação têm 160 voluntárias e fica próximo ao prédio da Santa Casa, no bairro Funcionários, região centro-sul da capital. Só mulheres podem participar e maioria das participantes são aposentadas e trabalham, pelo menos, três horas por dia, duas vezes por semana.


As voluntárias precisam pagar uma mensalidade, mas a associação também sobrevive de doações, que, de acordo com a presidente do grupo Mariza Salvi, são essenciais para que o serviço voluntário continue sendo feito.

— Nós não teríamos condições de manter sozinhas por 44 anos isso tudo funcionando. Tudo que a gente recebe é convertido para a compra de material para os pacientes.


Para arrecadar fundos para o trabalho no Hospital, o grupo realiza um bazar com roupas e calçados doados, que são vendidos à preços acessíveis. A média dos calçados femininos, por exemplo, são de R$ 5.

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Também existe um setor de costura no grupo produz pijamas e camisolas que são doadas para os pacientes. A voluntária Maria da Conceição Silva trabalha confeccionando as peças há 13 anos e diz que o serviço não exige muito e o retorno é grande.

— Acho que eu não fiz demais, fiz na medida do possível. O tempo disponível, a gente vem e faz uma coisa. Parece que a gente faz mais para gente do que para os outros.

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