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Irmãos movimentavam R$ 9 milhões por mês com o tráfico de drogas na Grande BH

Neuber Júlio de Souza, o Alemão, era um dos criminosos mais procurados de Minas Gerais

Minas Gerais|Do R7

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Alemão foi preso na última segunda-feira
Alemão foi preso na última segunda-feira

O criminoso considerado um dos mais procurados de Minas Gerais, Neuber Júlio de Souza, o Alemão, movimentava R$ 9 milhões por mês com o tráfico de drogas. Ele e o irmão, Milton Júnior de Souza foram apresentados pela Polícia Civil nesta quinta-feira (16).

Alemão, de 39 anos, foi preso em um aeroporto de Goiânia, com apoio da Polícia Civil de Goiás, quando retornava de Cacoal, Rondônia. A cidade faz parte da rota do tráfico internacional de drogas.

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Contra Neuber haviam três mandados de prisão expedidos pela Justiça, por homicídios cometidos em Betim, Contagem e Ibirité, além de um mandado devido à associação para o tráfico de drogas. Ele morava, desde 2013, na cidade de Inhumas, região metropolitana de Goiás.

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Já o irmão dele foi preso em São João del-Rei. Contra ela haviam dois mandados de prisão, sendo um resultante de uma condenação de 14 anos, por um assassinato cometido em 2003. A investigação para encontrar a dupla durou cerca de três anos.

Os dois viviam com identidades falsas, o que dificultou o trabalho de localização. Segundo o delegado Antônio Harley, que conduziu as investigações, levantamentos do serviço de inteligência da Polícia Civil de Goiás apontam que Neuber integrava a "Turma da Marreta", grupo criminoso especializado em roubo de banco e carro forte no Estado. Ele era, inclusive, o único suspeito que ainda não havia sido preso.

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Tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

De acordo com as investigações, Neuber viajava para o Paraguai a cada três meses, onde negociava a compra de grande quantidade de drogas. A polícia acredita que o montante chegava a 30 quilos de pasta base de cocaína e meia tonelada de maconha, por remessa. A droga era transportada por pessoas contratadas por ele e entregue a Milton, em Ibirité, que gerenciava a venda do produto em 12 bairros de Belo Horizonte, Contagem e Ibirité.

A PC prossegue nas investigações para apurar também o crime de lavagem de dinheiro, em virtude da descoberta de vasto patrimônio e complexa estrutura criminosa com participação dos dois irmãos. Uma das táticas utilizadas pelos suspeitos para a prática do crime seria a compra e venda de imóveis. A polícia também irá investigar o uso de "laranjas" e a criação de uma empresa de fachada pelos irmãos.

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