Médico que atestou morte de Lorenza de Pinho será ouvido em audiência de instrução em BH
Segundo a denúncia do Ministério Público, o profissional teria inserido declarações falsas no atestado de óbito da mulher
Minas Gerais|Do R7

Um pouco mais de um mês após a condenação do promotor André de Pinho a 22 anos de prisão pela morte da mulher Lorenza Maria de Pinho, será realizada, na tarde desta quarta-feira (03), em Belo Horizonte, uma audiência do médico Itamar Tadeu Gonçalves Cardoso, acusado de falsidade ideológica.
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Segundo a denúncia do Ministério Público, o médico omitiu documentos particulares da esposa do promotor, então paciente do Hospital Mater Dei, na capital mineira. Ele também teria inserido declarações falsas no atestado de óbito da mulher.
Nesta quarta, testemunhas de acusação, de defesa e o médico Itamar Cardoso serão ouvidos em audiência de instrução e julgamento na 8ª Vara Criminal do Fórum Lafayette, na região centro-sul de BH às 13h30.
Quatro testemunhas desse processo já foram ouvidas virtualmente em audiência realizada em 30 de janeiro deste ano.
Também denunciado na época do crime, o médico Alexandre de Figueiredo Maciel teve a suspensão condicional do processo aceita em 24 de março de 2023, segundo proposta do próprio MP. Com a decisão, o processo contra ele está suspenso por dois anos, mas o especialista deve cumprir medidas como comparecer mensalmente ao juízo para informar e justificar suas atividades.
Entenda o caso
Lorenza Maria de Pinho foi morta na madrugada do dia 2 de abril de 2021, no apartamento onde morava com o marido, no Bairro Buritis, na região oeste de Belo Horizonte. O marido André de Pinho foi denunciado por feminicídio qualificado por motivo torpe, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O laudo do Instituto Médico-Legal (IML), apontou que Lorenza foi envenenada. O corpo dela também apresentava lesões provocadas por estrangulamento.
No dia 29 de março, André Pinho foi condenado a 22 anos, dois meses e 11 dias de prisão pela morte da esposa. Foi sentenciado também a um ano e dez dias de prisão, além de multa, por omissão de cautela por guardar uma arma de fogo dentro do guarda-roupa do quarto de um dos filhos, que estava com 16 anos.















