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Mulher espancada e estuprada em assalto não consegue registrar crime

PM só registrou o caso após vítima dar entrada em posto de saúde 

Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

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Mulher foi agredida e sofreu uma tentativa de estupro
Mulher foi agredida e sofreu uma tentativa de estupro

Uma mulher foi brutalmente agredida e ainda sofreu uma tentativa de estupro durante um assalto em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte. Após o crime, a vítima procurou a Polícia Militar, que teria se recusado a prestar socorro e a registrar um boletim de ocorrência sobre o caso. 

A auxiliar de serviços gerais Helena Nício de Carvalho Cruz, de 57 anos, estava em um ponto de ônibus esperando o coletivo para ir ao trabalho quando foi abordada pelo criminoso. Ele roubou o celular da vítima e começou a agredi-la. Em seguida, levou Helena até um lava a jato que fica em frente ao local e tentou estuprá-la. 


De acordo com a filha da vítima, Elaine Cristina Cruz, após o crime, a mãe ainda conseguiu caminhar até em casa e, bastante machucada, acionou a PM. Mas, o policial que esteve no imóvel teria se recusado a registrar o caso.

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— O policial foi na nossa residência e, em nenhum momento, ele deu assistência para a gente e falou que não poderia fazer a ocorrência. Ele falou também que a única coisa que a gente poderia fazer era levá-la para a unidade de saúde mais próxima.

Ainda conforme Elaine, os próprios militares disseram que esta seria a segunda tentativa de estupro na região na mesma madrugada.


Helena Nício foi levada pelos filhos até uma UPA (Unidade de Pronto-Atendimento), onde recebeu os primeiros cuidados. Ela levou pontos na cabeça, medicada e passa bem. Na unidade, a PM foi novamente acionada e, desta vez, registrou a ocorrência. 

Em seguida, os militares foram até o lava a jato onde a vítima teria sofrido a tentativa de estupro e foram informados pelo proprietário do estabelecimento, Clayton Camilo da Silveira, que uma cueca foi encontrada no local. E, após a chegada PM, ele também encontrou manchas de sangue.


— Depois que a polícia chegou, dizendo que houve uma tentativa de estupro aqui, é que eu vi o sangue na parede.

Agora, o caso será investigado pela Polícia Civil, que trabalha para identificar o autor do crime.

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