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Polícia Civil inicia perícia no pilar central viaduto Guararapes

Trabalhos foram adiados porque a Cowan não concluiu a remoção total da estrutura sobre o pilar

Minas Gerais|Thaís Mota, do R7

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Alça sul do viaduto desabou sobre quatro veículos na av. Pedro 1º
Alça sul do viaduto desabou sobre quatro veículos na av. Pedro 1º

A PC (Polícia Civil) começará na tarde desta sexta-feira (1°) a perícia no pilar central da alça sul do viaduto Guararapes, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. O elevado desabou no início do mês passado matando duas pessoas e deixando outras 22 feridas.

A previsão era de que os trabalhos tivessem início na quinta-feira (31), mas segundo a assessoria de comunicação da PC a construtora Cowan ainda não tinha concluído a remoção do tabuleiro, estrutura que fica acima do pilar central.


Ainda conforme a PC, em um prazo de 30 dias deve ser concluído o laudo pericial que apontará as causas da tragédia. Após a entrega deste documento, o delegado Hugo e Silva, responsável pelo caso, deve encerrar o inquérito sobre o caso. Até o momento, 55 pessoas já foram ouvidas, entre vítimas, familiares, operários e responsáveis pela construtora.

Uma perícia contratada pela Cowan apontou que a queda do viaduto foi provocada por uma falha no projeto, que previa uma quantidade de aço dez vezes menor do que o necessário para sustentar todo o peso da estrutura. Por isso, houve uma sobrecarga de algumas estacas, provocando o afundamento do pilar central e o desabamento.


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Além disso, a construtora recomendou à Prefeitura de Belo Horizonte a demolição da alça norte do viaduto, cujos problemas são os mesmos e que pode desabar a qualquer momento. Por causa do alerta, a Defesa Civil retirou as famílias de três blocos de apartamentos que ficam ao lado da estrutura, mas alguns moradores se recusaram a deixar os imóveis.

Segundo a Defesa Civil, a medida foi adotada para garantir a segurança dos moradores e todos os que aceitaram deixar os apartamentos estão em um hotel com todas as despesas custeadas pela Cowan. Já em relação aos demais apartamentos do condomínio, as famílias só serão removidas caso a Prefeitura aprove o plano de demolição que será apresentado pela construtora.

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