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Polícia cumpre ordem de reintegração de posse em prédio da Faculdade de Ciências Médicas

Membros do Espaço Cultural Luiz Estrela afirmam que vão permanecer no local

Minas Gerais|Do R7

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Cerca de cinco viaturas chegaram ao local da ocupação
Cerca de cinco viaturas chegaram ao local da ocupação

A Polícia Militar tentou cumprir uma ordem de reintegração de posse na tarde desta quinta-feira (31), no Espaço Comum Luiz Estrela, ocupação cultural no antigo prédio da Fhemig (Fundação Hospitalar de Minas Gerais). O edifício seria da Faculdade de Ciências Médicas.

O pedido foi feito pela Feluma (Fundação Educacional Lucas Machado), que administra a faculdade e que firmou convênio com o governo do Estado para transformar o edifício em um memorial em homenagem ao ex-presidente Jucelino Kubitschek. Representantes da fundação chegaram ao local junto com um oficial de justiça e a Polícia Militar.

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Segundo o assessor do espaço cultural, Victor Diniz, os ocupantes já acompanhavam o processo judicial e foram surpreendidos pela ordem. Ele conta que chegaram cinco viaturas no local, com cerca de 15 militares e acha a quantidade um desperdício de trabalho da polícia.

— A gente entende que governo e manifestantes querem a mesma coisa. A gente quer dialogar e as vias jurídicas não são o melhor caminho, mas se eles querem resolver nos tribunais, nós estamos preparados.

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Um boletim de ocorrência foi registrado, mas o grupo não deixou o local. As atividades do Espaço Comum Luiz Estrela vão continuar normalmente, de acordo com Diniz.

A ocupação

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O Espaço Comum Luiz Estrela, como foi batizado, é descrito pelos organizadores como uma “criação artístico-cultural autônoma, autogestionada, construída por pessoas comuns que acreditam na memória viva da cidade e na construção coletiva”. O edifício, que fica na rua Manaus, foi ocupado por um grupo de cerca de 100 pessoas.

O objetivo, ainda segundo o grupo, é “dar vida a essa casa pública com atividades formativas, vivências artísticas, culturais e políticas abertas”. O prédio, que entre 1930 e 1980 serviu como base para o Hospital Militar e uma escola, está abandonado há 33 anos.

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