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Prefeito de BH presta depoimento ao MP sobre queda de viaduto 

Lacerda é ouvido em processo que quer ressarcimento de prejuízos aos cofres públicos

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

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Queda de estrutura por erros de planejamento e construção provocaram a morte de duas pessoas durante a Copa do Mundo
Queda de estrutura por erros de planejamento e construção provocaram a morte de duas pessoas durante a Copa do Mundo

O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), prestou depoimento nesta sexta-feira (14) ao Ministério Público em um dos processos que investiga a queda do viaduto Batalha dos Guararapes, na avenida Pedro 1º, que matou duas pessoas em julho de 2014. 

A assessoria da PBH confirmou que o prefeito chegou ao MP, na avenida Álvares Cabral, por volta de 9h. 


Lacerda presta esclarecimentos como testemunha no processo cível movido pela Procuradoria de Defesa do Patrimônio Público que busca o ressarcimento de pelo menos R$ 10 milhões por prejuízos provocados pela queda. As construtoras Consol e Cowan, responsáveis pelo projeto e pela obra, respectivamente, são alvo desta ação. 

Em nota, o prefeito apontou quais pontos foram discutidos com o promotor Eduardo Nepomuceno. Lacerda voltou a culpar a Consol pelos problemas - e, indiretamente, afastar a responsabilidade da Cowan, que executou o serviço -, negou que funcionários da Sudecap tenham pedido a paralisação do serviço e refutou acusações de que a PBH acelerou a liberação do viaduto para a Copa do Mundo. 


"Houve grave erro de cálculo estrutural por parte da Consol, empresa responsável pela elaboração do projeto da obra; em nenhum momento houve qualquer tipo de alerta sobre a possibilidade de queda do viaduto nem qualquer solicitação de paralisação das obras; as obras não foram aceleradas em função da realização da Copa do Mundo em Belo Horizonte. Portanto, não houve “pressa” na entrega das obras para atender aos interesses da Copa, uma vez que elas somente seriam concluídas no final do mês de agosto", diz a nota. 

No processo constam emails de servidores da Sudecap que reclamavam da falta de estrutura no órgão para fiscalizar as intervenções. 


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A outra frente de investigação, criminal, já foi aceita pela Justiça, que transformou 11 denunciados em réus do processo. Entre eles estão o ex-secretário de obras da PBH, Lauro Nogueira, o diretor da Cowan José Paulo Toller Motta e o presidente da Consol, Maurício de Lana.

Réus no processo por decisão da Justiça:

José Lauro Nogueira Terror – ex-secretário de obras e infraestrutura da capital e superintendente interino da Sudecap

Maurício de Lana – engenheiro civil e diretor-presidente da Consol

Marzo Sette Torres - engenheiro civil da Consol

Rodrigo de Souza e Silva - engenheiro civil que prestava serviço para a Consol

José Paulo Toller Motta - engenheiro civil e diretor da construtora Cowan

Francisco de Assis Santiago - engenheiro civil da Cowan

Daniel Rodrigues do Prado – engenheiro agrônomo da Cowan responsável por assinar o diário de obras

Osanir Vasconcelos Chaves - engenheiro civil da Cowan que estava no momento da queda do viaduto

Omar Oscar Salazar Lara - engenheiro calculista da Cowan

Cláudio Marcos Neto - engenheiro civil e diretor de obras da Sudecap

Mauro Lúcio Ribeiro da Silva - engenheiro civil da Diretoria de Obras da Sudecap

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