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Vice-governador de Minas Gerais deixa prisão em Uberlândia

Político foi preso na última sexta-feira (9) suspeito de envolvimento em um esquema de propina no Ministério da Agricultura durante o Governo Dilma

Minas Gerais|Do R7

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Antonio Andrade ficou quatro dias preso
Antonio Andrade ficou quatro dias preso

O vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB) deixou o Presídio Jacy de Assis, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, no final da noite desta segunda-feira (12). O político estava na unidade desde a última sexta-feira (9), quando foi preso na operação Capitu, desdobramento da Lava Jato que investiga um esquema de propina no Mapa (Ministério da Agricultura, da Pecuária e Abastecimento) quando a pasta foi comandada por ele.

O vice-governador deixou o presídio em um carro preto, sem falar com a imprensa. Ele estava no banco de trás do veículo e escondeu o rosto ao passar pelo portão da unidade. Os advogados de Andrade não informaram se ele continuará em Uberlândia nos próximos dias ou se irá para casa.

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Segundo as investigações, as irregularidades teriam acontecido entre 2014 e 2015, durante o Governo Dilma Rousseff. O esquema seria usado para beneficiar a JBS no mercado de carnes nacional e internacional.

Político deixou prisão sem falar com a imprensa
Político deixou prisão sem falar com a imprensa

A empresa teria destinado R$ 30 milhões a representantes do Ministério e deputados. Apenas Andrade teria recebido R$ 15 milhões que foram repartidos com outros membros da bancada mineira do MDB. A PF (Polícia Federal) aponta que seis escritórios de advocacia e duas redes de supermercados teriam sido usados para lavar o dinheiro e destiná-lo aos políticos.

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As irregularidades foram relevadas pelo doleiro Lucio Funaro, apontado como operador do MDB, em sua delação premiada. De acordo com os investigadores, o empresário Joesley Batista e executivos da J&F, também beneficiados com a colaboração premiada, teriam omitido informações sobre o esquema em seus depoimentos. Por isso, foram decretadas as prisões.

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Ao todo, foram expedidos 19 mandados de prisão. Nesta segunda-feira (12), o ministro Nefi Cordeiro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinou a soltura de todos os envolvidos.

Em seu despacho, o magistrado alegou que houve excessos nas decisões: “a falta de completude na verdade pode ser causa de rescisão do acordo ou de proporcional redução dos favores negociados, mas jamais causa de risco ao processo ou à sociedade, a justificar a prisão provisória”.

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