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"Acabaram com a vida do meu filho", diz mãe de jovem morto em Cordovil, no Rio

Cauã da Silva dos Santos, de 17 anos, foi baleado ao sair de um evento de luta na zona norte. PMs são suspeitos de efetuar os disparos

Rio de Janeiro|Márcio Mendes, do R7*, com Fernanda Macedo, da Record TV Rio

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Cauã era lutador e tinha 17 anos
Cauã era lutador e tinha 17 anos

Familiares deCauã da Silva dos Santos, de 17 anos, assassinado nesta segunda-feira (4), acusam PMs de atirar contra o jovem e jogar o corpo dele em um rio em Cordovil, na zona norte do Rio.

"O que tenho a dizer é a injustiça que fizeram com meu filho. Só isso que tenho para dizer. Acabaram com a vida do meu filho. Meu filho teve o corpo jogado em um rio. Um tiro no peito", desabafou Cláudia Helena, mãe da vítima.


Juliana da Silva, tia de Cauã, disse que o jovem estava saindo de um evento quando os policiais entraram atirando na Comunidade do Dourado.

“Ele estava em um projeto social onde fez luta livre. Ontem, teve um evento, porque iriam participar de um torneio. Depois do evento, assim que acabou, a polícia entrou atirando. Nesse desespero, todos correram, inclusive o Cauã. Ele foi cercado, deram um tiro no peito dele e, para piorar, jogaram o corpo dentro de um rio", contou à Record TV Rio.


Segundo Juliana, moradores e dois familiares tiraram o corpo de Cauã do local. A tia da vítima afirmou também que a polícia não prestou socorro.

Ao lembrar do sobrinho, ela definiu o rapaz como uma pessoa muito alegre e cheia de sonhos.


"O Cauã era um trabalhador, um estudante, um lutador. Um exemplo de menino", disse. 

A Polícia Militar informou que os agentes do Batalhão de Olaria envolvidos na ação foram afastados das ruas e já prestaram depoimento. As armas foram entregues à DHC (Delegacia de Homicídios da Capital) para perícia. Os agentes já foram ouvidos pela 1ª DPJM (Delegacia de Polícia Judiciária Militar) e pela Polícia Civil. 


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Manifestações

Os moradores de Cordovil protestaram, hoje, contra a morte de Cauã. Durante as manifestações, três ônibus foram incendiados na estrada do Quitungo. O Corpo de Bombeiros foi chamado para apagar as chamas.

Por volta das 12h30, ainda havia interdição parcial da via na altura da rua Oliveira Melo. A PM foi acionada e acompanhou a movimentação dos manifestantes. 

*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira

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