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Com tornozeleira eletrônica, filho de Pitanguy deixa prisão sob gritos de "justiça"

Empresário atropelou e matou o operário do metrô José Fernando Ferreira da Silva 

Rio de Janeiro|Do R7, com Rede Record

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Sob gritos de "justiça", o filho de Ivo Pitanguy deixou na tarde desta quinta-feira presídio de Bangu
Sob gritos de "justiça", o filho de Ivo Pitanguy deixou na tarde desta quinta-feira presídio de Bangu

O empresário Ivo Nascimento de Campos Pitanguy foi solto na tarde desta quinta-feira (27) do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro. Usando tornozeleira eletrônica, o empresário deixou o presídio sob gritos de "justiça" (assista à reportagem abaixo). O filho do cirurgião Ivo Pitanguy atropelou e matou operário da linha 4 do metrô José Fernando Ferreira da Silva.

A Justiça do Rio aceitou nesta quarta-feira (26) a denúncia do MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) contra Pitanguy, indiciado pelo atropelamento e morte do operário José Fernando Ferreira da Silva. O filho do cirurgião plástico Ivo Pitanguy responde por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A juíza Renata Gil de Alcântara Videira, da 40ª Vara Criminal da Capital, também concedeu, na mesma decisão, a liberdade provisória do empresário mediante o cumprimento de medidas cautelares. Ele estava preso na Cadeia Pública José Frederico Marques.


Para a juíza, prisão cautelar não cabe em casos de crimes culposos. Na decisão, ela afirmou que “a opção legislativa adotada pelo Código de Processo Penal em vigor foi de impedimento de estabelecimento de prisão cautelar na hipótese de delitos culposos, independentemente da gravidade e consequências do crime no caso concreto. Desta forma, descabe prisão preventiva no caso em exame, pela ausência do requisito objetivo insculpido no artigo 313, do CPP, por tratar-se de delito culposo”.

A decisão ainda destaca o histórico de infrações cometidas pelo acusado, que tem 13 multas por dirigir após ingerir bebida alcoólica.


De acordo com a determinação da magistrada, Pitanguy deverá pagar fiança de R$ 100 mil, além de ser monitorado por meio de tornozeleira eletrônica, ter a carteira suspensa, e ter que comparecer mensalmente em juízo para informar as atividades. Outras medidas cautelares determinadas pela juíza são: proibição de frequentar restaurantes, bares, boates e estabelecimentos que o exponham à venda de bebida alcoólica; proibição de deixar a cidade durante o processo; e recolhimento domiciliar durante a noite e dias de folga.

Após receber alta do Hospital Miguel Couto, zona sul do Rio, na manhã de domingo (23), ele foi transferido para o Complexo Penitenciário de Bangu. Pitanguy prestou solidariedade à família, mas errou o nome da vítima.


— Sinto muito pela morte do operário Joaquim. O que a gente puder fazer, a gente vai fazer.

Ivo Pitanguy sofreu traumatismo craniano e um corte na cabeça e foi submetido a uma cirurgia. José chegou a ser socorrido e teve uma perna amputada na tentativa de ser mantido vivo, mas morreu durante o atendimento no Hospital Miguel Couto. A vítima era casada e pai de dois filhos.


Nos últimos cinco anos, Ivo Nascimento acumulou 70 multas, 14 delas por embriaguez ao volante, segundo informações da 14ª DP, que investiga o caso. Ao todo, o prontuário, de 23 páginas, soma 240 pontos. Em teoria, quem acumula 20 pontos em 12 meses tem a carteira temporariamente suspensa.

Após o acidente, o Detran do Rio informou a abertura de um processo para suspensão da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) do motorista por ter atingido o limite de pontos no prontuário de infrações de trânsito entre 2014 e 2015. No período de um ano encerrado em 21 de junho, ele somou 27 pontos. "Diante da gravidade do acidente, será aberto também um processo administrativo para que o condutor seja submetido novamente a novo exame prático para averiguar a sua capacidade de direção de automóveis", informou o Detran.

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