Rio de Janeiro

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11/2/2014 às 11h45 (Atualizado em 11/2/2014 às 11h57)

Corpo de cinegrafista atingido por rojão em manifestação será cremado na próxima quinta-feira

Polícia faz buscas para encontrar suspeito de ter lançado artefato

Do R7

Das 11h ao 12h, a cerimônia será apenas para familiares e amigos próximos Reprodução/Rede Record

O corpo do cinegrafista Santiago Andrade será velado em cerimônia aberta na próxima quinta-feira (11) das 7h às 11h no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, na zona portuária do Rio, segundo a Rede Bandeirantes. O repórter cinematográfico morreu na segunda-feira (10) devido a complicações após ser atingido por um rojão em uma manifestação contra o aumento do preço das passagens de ônibus na última quinta-feira (6).  

Das 11h ao 12h, a cerimônia será apenas para familiares e amigos próximos. Ao término desta, o corpo de Santiago será cremado.   

Polícia faz buscas para encontrar suspeito

Policiais da Delegacia de São Cristóvão (17ª DP) fazem buscas em vários pontos do Estado para encontrar Caio Silva de Souza, de 23 anos. Ele teve a prisão decretada pela Justiça na noite de segunda-feira (10). Segundo a polícia, Caio foi quem lançou o rojão que matou o cinegrafista da Rede Bandeirantes Santiago Andrade, em manifestação na quinta-feira (6).  

O mandado de prisão se baseou no indiciamento por homicídio doloso (com intenção) qualificado e crime de explosão.  

Mesmo com a prisão decretada, Caio não se apresentou à polícia. Ele poderia se entregar em qualquer delegacia. O prazo expirou às 6h. Com isso, a Polícia Civil iniciou prontamente as buscas.  

O delegado da Delegacia de São Cristóvão (17ª DP), Maurício Luciano, havia pedido à Justiça a prisão temporária do suspeito, que foi identificado com a ajuda do outro envolvido, Fábio Raposo, preso desde domingo (9).  

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro divulgou comunicado justificando o pedido de prisão de Caio: "Há evidentes necessidades de se resguardar a instrução, a fim de que as demais provas sejam colhidas pela autoridade policial garantindo-se, ao final, a instrução da causa, que é de grande repercussão e que merece integral apuração, dada a lesividade social que os eventos violentos havidos nas recentes manifestações nesta cidade não mais se repitam".  

Preso no Complexo de Gericinó, Raposo reconheceu na segunda-feira a foto de Caio. O delegado esteve em diligência em Bangu, na zona oeste do Rio, onde Raposo está preso. Segundo o delegado, ele disse conhecer o suspeito em razão de sua atuação em protestos e que ele teria perfil agressivo.  

A identidade do suspeito de deflagrar o artefato explosivo foi entregue ao delegado pelo advogado Jonas Tadeu nesta segunda. O defensor repassou a identidade e o CPF do suspeito.  

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