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CPI pede que PF investigue casos de desaparecimentos de meninas por exploração sexual no Rio

Presidente da comissão acredita que os casos tem suspeito em comum

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

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Mães de jovens desaparecidas dizem acreditar que CPI é uma forma de buscar justiça
Mães de jovens desaparecidas dizem acreditar que CPI é uma forma de buscar justiça

A Polícia Federal será acionada para auxiliar investigações de casos de desaparecimento de cerca de 20 meninas entre 7 e 13 anos no estado do Rio, em circunstâncias semelhantes. O pedido deve ser feito na terça-feira (26) pela comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados, que investiga exploração sexual de crianças e adolescentes.

A informação foi dada nesta segunda-feira (25) pela presidente da CPI, deputada Erika Kokay (PT-DF), que participou de audiência pública no Rio, para ouvir as mães das jovens. A suspeita da Promotoria Criminal do Ministério Público do Estado é que os casos estejam relacionados e tenham um suspeito em comum, que já chegou a ser preso por envolvimento no desaparecimento de uma das meninas.


— Amanhã estaremos na Polícia Federal, com o diretor-geral, Leandro Daiello Coimbra levando esse caso, do Rio, e mostrando que até o momento, pelo o que conseguimos detectar, o estado não está dando as respostas necessárias. Vamos solicitar que a PF acompanhe.

A CPI também quer ouvir os delegados que investigaram os casos no Rio, mas que não chegaram a uma conclusão. De acordo com a presidenta da organização não governamental Portal Kids, Waltéa Ferrão que acompanha as mães nos últimos anos, as investigações foram interrompidas. Mesmo assim, segundo ela, com ajuda da polícia, a organização elaborou um dossiê com mais de 40 páginas.


— Os indícios apontam que os casos estão relacionados porque as circunstâncias dos desaparecimentos das meninas são as mesmas. O perfil das meninas era o mesmo, a abordagem pelo aliciador/sequestrador e o tipo físico também.

Segundo Waltéa, as investigações apontam como principal suspeito um funcionário da Marinha, que será acionado pela CPI.


Para as mães a CPI é uma forma de buscar justiça. Raquel Gonçalves, diz que não vai desistir de buscar sua filha Larissa, desaparecida há cinco anos.

— Eles têm que me entregar minha filha. São cinco anos de busca, de idas e vindas, de portas fechadas. Não vou desistir até achar a Larissa ou encontrar o corpo. Não quero certidão de óbito. Quero saber o que aconteceu.


De acordo com a relatora da CPI, deputada Lilian Sá (Pros-RJ) há diversos casos de desaparecimento de meninas no Rio sem solução.

— Somem duas três meninas por ano no Rio, com o mesmo tipo físico, do mesmo jeitinho, e isso merece uma grande investigação.

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública não comentou os casos. A Polícia Civil também informou que só se pronunciará depois de oficialmente convocada pela CPI.

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