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Crise no RJ: em protesto contra falta de pagamento, profissionais da educação paralisam nesta terça

Servidores estaduais vão protestar contra parcelamento de salários e falta de garantia do 13°

Rio de Janeiro|Do R7

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O Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação) do Rio de Janeiro informou que ocorrerá uma paralisação de 24 horas nesta terça-feira (8). O motivo é a falta de confirmação de pagamento do 13° e o parcelamento do salário dos servidores que ganham mais de R$ 2.000. A informação foi divulgada no site do sindicato nesta segunda-feira (7).

A partir das 10h desta terça, os professores e funcionários farão uma assembleia extraordinária na ABI (Associação Brasileira de Imprensa) para decidir se entram em greve.

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No mesmo dia, os servidores estaduais vão protestar na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), às 14h. O objetivo é pedir que o governador Luiz Fernando Pezão não parcele mais os salários e garanta a segunda parcela do 13º no prazo estabelecido por lei.

De acordo com o Sepe, a realização do ato desta terça foi decidida em uma plenária conjunta de servidores na última sexta-feira (4). Nela, estavam presentes representantes de diversos setores, como educação e saúde.

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Pezão não confirma pagamento no prazo

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse na manhã do dia 1° que o pagamento da segunda parcela do 13° salário dos servidores estaduais não está confirmado para entrar no prazo previsto. Perguntado se o pagamento seria no dia 17 de dezembro, data marcada para o recebimento, Pezão disse que não pode confirmar.

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— Eu não sei se vai entrar.

O governador ainda informou que o Estado passa por um momento difícil e que está lutando para manter os salários em dia. Além disso, ele afirmou que o governo do Rio foi um dos poucos a conseguir realizar o pagamento de parte do salário.

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Na noite do dia 30 de novembro, o governo informou que os servidores inativos e ativos que ganham até R$ 2.000 líquidos mensais receberão o valor integral do pagamento nas datas previstas, ou seja, nestas terça-feira (1º) e quarta-feira (2), respectivamente. Para quem ganha acima desse valor, o governo depositará R$ 2.000 nessas datas e a diferença, até o próximo dia 9.

A crise financeira do Estado também atingiu fornecedores do Estado, que tiveram em novembro os repasses suspensos. O problema afetou serviços de saúde e de educação. Estudantes e médicos residentes da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) fizeram um protesto em frente à universidadeno dia 1º.

A manifestação ocorreu depois de os estudantes terem ocupado a universidade na noite do dia 30. As aulas estão paralisadas na unidade.

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