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Deputados aprovam lei que proíbe máscaras em manifestações no Rio

A votação foi realizada no fim da tarde desta terça-feira (10)

Rio de Janeiro|Do R7

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"Mesmo se for aprovado, não vai dar certo, porque vamos continuar indo com máscara", dizem black blocs
"Mesmo se for aprovado, não vai dar certo, porque vamos continuar indo com máscara", dizem black blocs Alexandre Brum/Agência O Dia

Os deputados da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) aprovaram o projeto de lei que proíbe o uso de máscaras em manifestações do Estado. A votação foi realizada no fim da tarde desta terça-feira (10).

A sessão estava marcada para o último dia 3, mas foi adiada devido à apresentação de 13 emendas.O projeto foi apresentado na Casa no dia 29 de agosto, em regime de urgência, pelos deputados Domingos Brazão e Paulo Melo — ambos do PMDB —.


Insatisfeitas com a votação, cerca de 60 pessoas fizeram uma manifestação na porta da Alerj no fim da tarde. Policiais fizeram um cordão de isolamento para evitar que o grupo entrasse no prédio.

Antes de a proposta ter sido aprovada, integrantes do movimento Black Bloc já diziam que a lei não iria os intimidar, conforme declarou um membro do grupo, que não se identificou.


— Mesmo se for aprovado, não vai dar certo, porque vamos continuar indo com máscara.

O projeto prevê também que todo ato transcorra de forma pacífica; sem o porte ou uso de quaisquer armas; em locais abertos mediante prévio aviso à autoridade policial. Quanto à realização de reuniões públicas em locais fechados, também não há restrição, segundo Paulo Melo.


Os deputados que apresentaram o projeto defendem que ele se trata da defesa de uma livre manifestação. Brazão destacou que os atos têm de ocorrer de maneira ordeira e que os que cometem os delitos deveriam ser autuados.

— É preciso garantir o direito de todos, a proteção do patrimônio público e da população. Temos que livrar a população desses marginais que estão com os rostos cobertos para quebrar lojas.


Paulo Melo vai além e diz que os que depredam o patrimônio público ou privado não devem ser chamados de manifestantes.

— Eu me nego a aceitar essa nomenclatura manifestante para este grupo. Quem vai quebrar loja, lixeira é bandido.

Assista ao vídeo:

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