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Deputados do RJ se atacam com xingamentos e briga vai parar em delegacia

Bate-boca entre Domingos Brazão (PMDB) e Cidinha Campos (PDT) ocorreu na terça (3)

Rio de Janeiro|Do R7

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Deputada registrou o caso na Delegacia de Atendimento à Mulher
Deputada registrou o caso na Delegacia de Atendimento à Mulher

Um bate-boca com troca de ofensas e xingamentos entre os deputados estaduais Domingos Brazão (PMDB) e Cidinha Campos (PDT), durante reunião dos líderes de partidos, na sede da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), no centro do Rio, virou caso de polícia. O encontro, na tarde de terça-feira (3), era para discutir a revisão do Código de Ética da Alerj.

Ao R7, Cidinha Campos contou que a confusão começou quando a deputada apresentava uma emenda ao novo código, sugerindo que os processos por enriquecimento ilícito investigados pelo Conselho de Ética passassem a levar em conta toda a carreira do parlamentar e não somente aquele mandato, como são as investigações atualmente.

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Segundo relato de parlamentares, Brazão ironizou a preocupação da colega com a ética parlamentar com diversos xingamentos e acusações de que ela “está no bolso do Cabral”. A deputada, por sua vez, reagiu às provocações do colega e disse que nunca havia sido presa, como já teria ocorrido com Brazão. Foi quando o deputado do PMDB começou a gritar para a colega do PDT termos como “vagabunda” e “p... velha”, segundo uma parlamentar relatou à reportagem.

— O deputado extrapolou todos os limites do desrespeito em relação à Cidinha.

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Cidinha Campos disse ao R7 que se sentiu profundamente constrangida.

— Tenho 71 anos e 24 de carreira política e nunca fui tão desrespeitada como mulher, mãe e idosa, que sou.

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Cidinha registrou ocorrência contra Brazão na noite de terça, na Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) do centro da cidade por ameaça e injúria. De acordo com a Polícia Civil, o caso será encaminhado à Corregedoria da Alerj e à presidência do órgão, tendo em vista que os envolvidos têm foro privilegiado.

O deputado Domingos Brazão informou ao R7 que entrou com uma representação no Conselho de Ética da Alerj contra Cidinha Campos por calúnia e difamação, já que a parlamentar, segundo Brazão, o teria acusado de ser assassino durante a confusão. Brazão disse ainda ao R7 que Cidinha se referia à morte de um homem, há mais de 30 anos, que invadiu a casa de sua família. O deputado afirmou tê-lo matado em legítima defesa para proteger seus pais. O caso, de acordo com Brazão, já teria sido encerrado pela Justiça com sua absolvição. 

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Sobre os palavrões utilizados para ofender Cidinha, Brazão reconheceu que houve excessos de ambas as partes. No entanto, ele afirma que foi provocado pela colega. Segundo ele, a deputada possui histórico extenso de ofensas a outros parlamentares. Ele salienta que isso ocorreu devido à aproximação das eleições. 

— Essa mulher quer denegrir a minha imagem. Infelizmente, caí no laço do passarinheiro. Preciso orar mais para me proteger dessas provocações.

Colaborou Jesiel Gadioli, do R7 Rio

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