Estudante é baleada dentro de colégio na Baixada Fluminense
Jovem de 14 anos teve um dos pulmões perfurados após ser atingida no pátio da escola
Rio de Janeiro|Do R7

Uma estudante de 14 anos foi baleada dentro do Colégio Estadual Ricarda Leon, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, nesta quarta-feira (5). A jovem estava no pátio, por volta das 11h, quando foi atingida nas costas.
O tiro perfurou um dos pulmões da adolescente. Levada para o Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, ela foi operada e o estado de saúde dela é considerado estável.
De acordo com informações da Policia Militar, não houve operação policial na região na manhã desta quarta-feira. "Criminosos de facções rivais entraram em confronto nas comunidades Morro do Colejão e Parque Floresta. Durante a troca de tiros, uma estudante foi atingida no Parque São José. O batalhão foi acionado após a adolescente ser baleada", informou, em nota, a PM.
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Depois que a estudante foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros, equipes do Grupamento de Ações Táticas do 39°BPM (Belford Roxo) fizeram incursões na região para tentar prender os criminosos.
Professores que atuam na região informaram que a escola fica numa das áreas mais violentas de Belford Roxo. "Se algum diretor da Secretaria de Educação visitar a escola, precisa avisar antes para o diretor da Ricarda Leon para o tráfico liberar a entrada do carro da secretaria. A gente está exposto. As nossas escolas estão entregues ao tráfico, qualquer um entra a hora que quiser, porque não tem mais o porteiro de escola. Estamos expostos e vulneráveis", afirmou um professor que pediu para não ser identificado.
Caso Maria Eduarda
A estudante Maria Eduarda Alves da Conceição, de 13 anos, foi morta dentro da Escola Municipal Daniel Piza, em Acari, na zona norte do Rio, em março deste ano. A adolescente participava de uma aula de Educação Física quando foi atingida pelo disparo.
A Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu que Maria Eduarda foi vítima de homicídio doloso. Segundo informou o delegado Breno Carnevale, o policial militar Fabio de Barros Dias assumiu o risco de causar a morte da estudante ao atirar contra suspeitos que estavam na frente de uma escola, e, por isso, o inquérito apontou homicídio doloso, na modalidade dolo eventual.
Segundo o delegado Brenno Carnevale, no momento em que Maria Eduarda foi atingida, os policiais haviam atirado sem que qualquer disparo fosse feito na direção deles pelos suspeitos. Como apenas um policial baleou a estudante, o outro policial investigado foi inocentado.















