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Estupro coletivo: jogador diz não ter conhecimento de 2º vídeo do crime

Lucas Perdomo também deu detalhes sobre a casa para onde foi com a vítima e mais 2

Rio de Janeiro|Do R7

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Lucas saiu da delegacia sem falar com a imprensa
Lucas saiu da delegacia sem falar com a imprensa

O jogador de futebol Lucas Perdomo Duarte Santos, de 20 anos, que chegou a ser preso sob acusação de envolvimento no estupro coletivo de uma jovem de 16 anos na zona oeste do Rio, negou ter conhecimento do segundo vídeo feito da adolescente, que comprova o estupro. Lucas foi solto por ausência de provas no dia 3 de junho e prestou novo depoimento nesta quarta-feira (8). O suspeito foi preso no dia 30 de maio.

Nesta quarta-feira, ele prestou novos esclarecimentos por cerca de uma hora e meia à delegada Cristiana Bento, titular da DCAV (Delegacia da Criança e Adolescente Vítima). Ele saiu da delegacia por volta das 12h30 e não quis falar com a imprensa. Estava com os pais e a advogada, Renata Barcelos.


A delegada tampouco aceitou dar declarações. Ela se limitou a dizer que Santos afirmou não ter tido conhecimento do segundo vídeo da menina, que veio à tona no domingo (5). Nas imagens, a vítima aparece sendo forçada a fazer sexo e reclama de dor.

Lucas, conhecido por Petão ou Luquinhas, também descreveu a casa em que esteve, no dia 21 de maio, com a menina, uma amiga e Raí de Souza. Ele afirma ter feito sexo com a amiga, e que Raí fez com a adolescente, de forma consentida.


Novo depoimento

A polícia não divulgou por que voltou a convocá-lo. O pai do meia-esquerda do Boavista (time da primeira divisão do futebol do Estado do Rio), Silvio César Duarte Santos, disse que ele mesmo não sabia o motivo.


— Ele está tranquilo. A gente fica apreensivo, mas ele não deve nada. Ele está com a família, com o pessoal da igreja. Não sei por que foi chamado. O que perguntarem ele responde. Mas a gente ficou sem entender. A gente só quer que isso acabe, para viver em paz.

A advogada do jogador, Renata Barcellos, disse à reportagem que o novo depoimento deve ter o objetivo de ajudar a polícia a esclarecer alguns pontos que ficaram obscuros no inquérito, a partir de novas provas colhidas pelos investigadores.


Na última segunda-feira (6) o celular de Raí foi apreendido pelos investigadores, que encontraram ao menos dois vídeos com imagens das agressões sexuais praticadas contra a adolescente. Raí está preso desde o último dia 30. Ele nega que tenha participado do crime.

Buscas

A Justiça revogou nesta terça-feira (6) a liberdade condicional do traficante Moisés Camilo Lucena, o Canário, um dos acusados do estupro. Ele estava livre desde fevereiro. Um mandado de prisão foi expedido contra o criminoso. A polícia procura cinco homens que teriam envolvimento com o crime.

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