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Justiça do RJ manda soltar jovem preso no lugar de filho de traficante

Vinícius Matheus foi levado para cadeia no último dia 4; juíza negou responsabilidade do Judiciário em erro no reconhecimento

Rio de Janeiro|Victor Tozo, do R7*

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A Justiça do Estado do Rio de Janeiro determinou, nesta quarta-feira (13), a soltura do jovem Vinícius Matheus Teixeira, de 22 anos, preso após ter sido confundido com o filho de um traficante.

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Na expedição do alvará de soltura, a juíza Juliana Ferraz Krykthtine, da 4ª Vara Criminal de Niterói, destacou a falta de provas, até o momento, para a prisão do jovem. Krykthine citou ainda que foram apresentados comprovante de residência e cópia de carteira de trabalho de Vinícius.


Sobre o possível erro na vinculação do nome do rapaz ao traficante, a magistrada ressaltou na decisão que "a identificação e qualificação de todo em qualquer investigado é feita pela Polícia Civil e confirmada pelo Ministério Público" e que "não cabe ao Poder Judiciário investigar, nem mesmo identificar e qualificar os réus.”

Vinícius foi preso no último dia 4 por agentes da 16ª DP (Barra da Tijuca) em Macaé, no norte Fluminense, onde vive com a família. Ele foi levado para a cadeia sob acusação de tráfico de drogas e associação para o tráfico.


Parentes de Vinícius afirmaram que o jovem foi preso em razão do pai dele, Messias Gomes Teixeira, possuir o mesmo nome do traficante conhecido como Feio, preso desde 2018. Segundo as investigações, o filho do criminoso teria assumido os negócios do pai no morro do Palácio, em Niterói. 

Na terça (12), a juíza Krykthtine já havia se manifestado e negado a responsabilidade da Justiça no reconhecimento equivocado do jovem. A magistrada afirmou que o Ministério Público do Rio ofereceu, em 2018, a denúncia na qual constava o nome de Vinícius Matheus Teixeira.


A defesa do jovem, no entanto, afirmou que foi anexado ao pedido de liberdade entregue à Justiça uma certidão que comprovava a inexistência de vínculo entre Vinícius e o traficante. Segundo o advogado Daniel Carvalho, o documento já consta no processo desde 2019.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira

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