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Maré: Força de Pacificação transfere comando da segurança para PM nesta terça-feira

No início da manhã, militares já haviam retirado barricadas de segurança

Rio de Janeiro|Do R7, com Rede Record

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Tropas federais ocuparam comunidades da Maré por 15 meses
Tropas federais ocuparam comunidades da Maré por 15 meses

Após um ano e três meses de ocupação, a Força de Pacificação começou a deixar, nesta terça-feira (30), o conjunto de favelas da Maré, na zona norte do Rio, para que a Polícia Militar possa assumir o comando da segurança na região. A previsão é de que às 11h os agentes comecem a ocupar a comunidade. De acordo com a PM, uma cerimônia vai oficializar a substituição do comando no Cpor-RJ (Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro). Por volta das 8h, os militares já haviam retirado a maior parte das barricadas de segurança e liberado os acessos para a chegada da PM.

De acordo com a PM, agentes já fazem um cinturão de segurança desde a praia de Ramos até a comunidade Salsa e Merengue, cobrindo os acessos às comunidades da Maré, com 16 pontos de baseamentos. As vias expressas que estão à margem do conjunto de favelas — Avenida Brasil, linha Amarela e linha Vermelha — foram reforçadas e também há ações de revista nos acessos que foram intensificadas.


Segundo as Forças Armadas, durante o período em que as tropas federais estiveram no complexo, foram realizadas mais de 83.000 ações, 674 prisões, 255 apreensões de menores de idade e 1.356 apreensões de drogas, armas, munições, veículos, motos e materiais diversos.

Os dados divulgados pelas Forças Armadas também mostram redução da taxa anual de homicídios. Na área, o índice era de 21,29 mortes por 100 mil habitantes ao ano, segundo dados do ISP (Instituto de Segurança Pública). Após a ocupação das tropas federais, essa taxa caiu para 5,33 mortes.


Com o auxílio do Disque-Pacificação, as tropas contaram com o apoio da comunidade que repassou cerca de 3.000 informações. De acordo com Exército, no período de ocupação, também foram realizadas ações cívico-sociais, atendimentos médicos, realização de exames, cursos, inscrições em programas sociais e preenchimento de vagas de emprego.

Além disso, de acordo com as Forças Armadas, também foram implantados projetos de melhoria no esgotamento sanitário, regularização do recolhimento de lixo e retirada de centenas de carcaças de veículos permitindo a circulação no complexo.


Novas UPPs

Em abril, o secretário de Segurança José Mariano Beltrame anunciou que o Complexo da Maré deve receber quatro UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). São elas: UPP Praia de Ramos/Roquete Pinto; UPPNova Holanda/Parque União; UPP Baixa do Sapateiro/Timbau; e UPP Vila do João/Vila dos Pinheiros. As unidades devem ser instaladas em 10 ou 12 bases nas comunidades que fazem parte da Maré.


Seis favelas da Maré já foram ocupadas por PMs em abril — a Praia de Ramos, Roquette Pinto, Parque União, Nova Holanda, Parque Maré e Parque Rubens Vaz. O patrulhamento da região é realizado por policiais da Companhia Maré, além do apoio do batalhão da Maré (22º BPM) e do batalhão de Olaria (16º BPM). Parte dos agentes já estavam atuando, desde de novembro do ano passado, em conjunto com a Força de Pacificação.

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