Mototaxistas desaparecidos podem ter sido enterrados em poço no morro do Jordão, diz família
Polícia fez buscas na região, mas não encontrou as vítimas
Rio de Janeiro|Do Balanço Geral RJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro ainda não tem informações sobre o paradeiro de dois homens que sumiram no morro do Jordão, em Jacarepaguá, zona oeste, na noite da última sexta-feira (11). Segundo familiares, Rodrigo de Souza Santiago, de 27 anos, e Thiago Oliveira Rosa, de 28 anos, foram vistos pela última vez no alto da comunidade, onde trabalhavam como mototaxistas. Um parente de Rodrigo, que preferiu não se identificar, disse que já procurou o rapaz e o amigo por toda parte.
— Eu estou sofrendo muito, não aguento mais, eu procurei por ele [Rodrigo] em todos os hospitais. Já fui a tudo quanto é lugar.
Parentes dos mototaxistas receberam a informação de que os dois rapazes foram executados e que os corpos haviam sido jogados em um poço desativado, com cerca de 40 metros de profundidade, no alto da favela. O local seria usado pelos traficantes como cemitério clandestino.
— Se não mataram, deixa eles em algum lugar que a gente vai buscar. Agora se mataram eles, pelo amor de Deus, devolvam o corpo para a gente enterrar com dignidade porque os dois são do bem, honestos.
No sábado (12), um protesto foi organizado por moradores da comunidade devido ao suposto desaparecimento dos mototaxistas. Os manifestantes atearam fogo em barricadas. A estrada do Cafundá, uma das principais vias da região e de acesso à favela, chegou a ser interditada. Cartazes cobravam o paradeiro das vítimas. Os familiares já não sabem onde procurar os jovens. Segundo os parentes, eles eram trabalhadores e não tinham passagens pela polícia.
A Polícia Militar fez buscas na comunidade. Um carro roubado foi recuperado e material para embalar drogas foi apreendido, mas não houve pistas que levassem ao paradeiro dos mototaxistas.
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