Pai ganha guarda provisória de menino resgatado em prédio no Leme
Holandês prestou depoimento na 1ª Vara da Infância e Juventude nesta quinta-feira (11)
Rio de Janeiro|Do R7, com Rede Record

O pai do menino de sete anos, que foi resgatado em um apartamento no Leme, zona sul do Rio, conseguiu a guarda provisória da criança nesta quinta-feira (11). O holandês prestou depoimento na 1ª Vara da Infância e da Juventude e manifestou o interesse em cuidar da criança. A única questão é que o estrangeiro trabalha em uma plataforma de petróleo no México e fica 30 dias embarcado.
Até o início desta noite, o menino permanecia num abrigo. Na última terça-feira (9), a guarda provisória do menor chegou a ser dada para a avó materna, mas foi revogada por suspeita de violência doméstica.
O juiz Pedro Henrique Alves, da 1ª Vara da Criança e da Juventude do Rio, que cuida do caso, disse que vai avaliar a melhor situação para a criança.
— O acolhimentio é o útlimo caso. Essa criança vai ficar com algum parente próximo. Essa é uma decisão provisória enquanto serão feitos todos os estudos técnicos para efeito de se decidir, em última análise, quem vai exercer definitivamente a guarda ou poder familiar.
Na madrugada de segunda-feira (8), o garoto foi resgatado por bombeiros em uma escada magirus do 11º andar do prédio e entregue para o Conselho Tutelar. Ele foi deixado sozinho pela mãe e estava há dois dias sem comer.
Segundo a polícia, a mãe do menor, Tabyta Pires, de 34 anos, foi presa em um bar e, depois, transferida para o presídio feminino de Bangu, na zona oeste do Rio. Se for condenada, ela pode pegar até 4 anos de prisão.
Quando perguntada pelos agentes o porquê de ter deixado o menino sozinho por mais de 24 horas, ela teria afirmado que não via problema nenhum em fazer isso, já que ele saberia andar e mexer os braços.
Há dois anos, outra ocorrência contra ela tinha sido registrada na delegacia da área (12ª DP). Na época, a denúncia era de que ela teria pedido ao menino para não chamar a polícia quando ficasse sozinho em casa.
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