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Papa deve anunciar hoje sede da próxima Jornada Mundial da Juventude

Pontífice reza neste domingo na famosa praia de Copacabana uma grande missa à beira-mar

Rio de Janeiro|Com Agência Brasil

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Papa Francisco chega de papamóvel à praia de Copacabana
Papa Francisco chega de papamóvel à praia de Copacabana EVARISTO SA/AFP

O papa Francisco deve anunciar, na manhã deste domingo (28), na Missa de Envio, na praia de Copacabana, o nome da cidade-sede da próxima Jornada Mundial da Juventude. Entre os peregrinos, que tomam a orla desde as primeiras horas deste domingo (28), o nome mais citado é Cracóvia, na Polônia. Espera-se para a cerimônia, prevista para as 10h, público de 3 milhões de pessoas. O movimento era intenso nas ruas que dão acesso à praia, com a chegada de mais e mais fiéis para a missa, último evento público da jornada com a participação do papa.

Com a temperatura variando entre 15ºC e 17ºC, os fiéis que participaram da vigília na noite passada amanheceram neste domingo (28) na praia de Copacabana, calçadas e até mesmo na rua (que está com trafego interditado) na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Às 7h30, a orla, sobretudo no trecho em frente ao hoje Copacabana Palace, já estava tomada de fiéis que procuravam o melhor lugar para assistir à missa marcada para as 10h. Às 8h, todos os acessos à avenida Atlântica estavam fechados para o tráfego de veículos.


Além do frio, o desafio para quem pernoitou na praia foi encontrar um banheiro livre. As filas de peregrinos em busca de um banheiro para usar estão imensas em frente a igrejas, padarias e lanchonetes de redes internacionais.

Durante a madrugada, a espera por um banheiro químico chegou a até três horas, como conta a peregrina Ana Carolina Souza Norberto, de 19 anos, do interior do Estado do Rio.


— Só conseguimos usar um banheiro porque, depois de três horas de espera, decidimos pagar.

Ludmila Paula Viegas, de 22 anos, Brasília, confessa que a necessidade física era prioridade.


— “A gente acordou com muito mais vontade de fazer xixi do que de tomar café da manhã.

Último dia


O papa Francisco reza neste domingo na famosa praia de Copacabana uma grande missa à beira-mar, em seu sétimo e último dia no Brasil e na qual são esperadas até 3 milhões de pessoas.

O primeiro papa latino-americano será recebido na praia por centenas de milhares de jovens peregrinos da JMJ (Jornada Mundial da Juventude) que acamparam na areia durante toda a noite, em uma gigantesca vigília na qual não faltaram cânticos e orações.

Na véspera, no início da vigília, o papa argentino de 76 anos pediu para que os jovens vivam, de fato, a vida, e não a acompanhem de longe, sejam protagonistas da mudança, se interessem pela política e pelos problemas sociais e não se deixem vencer pela apatia.

— Os jovens nas ruas querem ser protagonistas da mudança. Por favor, não deixem que outros sejam protagonistas da mudança.

O pedido foi feito diante de 2 milhões de pessoas que o aclamavam, muitas delas chorando, após os recentes protestos que sacudiram as ruas do Brasil pedindo melhores serviços públicos e criticando a corrupção e os gastos excessivos do governo.

A missa, prevista para as 10h (horário de Brasília), será o quarto grande evento do pontífice na praia de Copacabana. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, estimou que 3 milhões de pessoas comparecerão ao local, batendo "o recorde histórico" de afluência. Um peregrino, o uruguaio Nicolás Echegoven, disse à AFP que sua fé aumentou.

— Ver tantos jovens na mesma faz nossa fé crescer.

Francisco almoçará mais tarde com o comitê de coordenação da Celam (Conferência Episcopal Latino-Americana), integrado por 45 bispos, na residência do Sumaré, em meio à exuberante floresta tropical atlântica. Ali pronunciará um discurso destinado aos bispos da região onde nasceu e viveu por quase toda a sua vida este argentino filho de italianos, de 76 anos.

No Brasil, Francisco convocou a Igreja a reconquistar os que se tornaram evangélicos ou que vivem sem Deus, buscando a simplicidade em atos e palavras e trabalhando em favelas e comunidades carentes para frear a sangria de fiéis.

Assim como no Brasil, o país com mais católicos do mundo, no resto da região a Igreja católica perde espaço diante de um crescimento das igrejas neo-pentecostais e das pessoas sem religião.

E, como fez diante dos jovens, Francisco pediu que os bispos e cardeais brasileiros não tenham medo de se envolver em assuntos relativos "à educação, à saúde, à paz social", que são "as urgências do Brasil", convocando-os a se comprometer mais politicamente.

O papa felicitou a Igreja brasileira por ter aplicado com originalidade o Concílio Vaticano 2º (1962-1965), que adaptou a Igreja aos tempos modernos e mudou seu perfil fechado e doutrinário para o de uma Igreja pastoral.

Mas se referiu — sem mencionar diretamente — à Teologia da Libertação como uma das "doenças infantis" do Concílio que a Igreja brasileira conseguiu superar.

Antes de retornar ao Vaticano, às 19h, sua intensa agenda prevê uma reunião com os milhares de voluntários da JMJ no Centro de Conferências Riocentro, na zona oeste da cidade, e um discurso de despedida no aeroporto internacional, o 15º e último de sua visita.

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