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PMs da UPP da Rocinha sofrem ataque de traficantes

O tiroteio aconteceu na localidade conhecida como Terreirão; não houve feridos

Rio de Janeiro|Do R7

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A Rocinha tem sido palco de guerra entre traficantes em 2014
A Rocinha tem sido palco de guerra entre traficantes em 2014

Por volta das 9h da manhã desta sexta-feira (14), policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, na zona sul do Rio, foram atacados por criminosos na localidade conhecida como Subida do Terreirão, conforme informou a Coordenadoria de Polícia Pacificadora. Os agentes reagiram aos tiros e dispararam contra os suspeitos, que fugiram. Não houve feridos. O caso foi registrado na Delegacia da Rocinha (11ª DP).

O episódio ocorreu horas após a morte do subcomandante da UPP do Parque Proletário, na zona norte do Rio, atingido por um disparo na testa. 


O secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, disse que o Rio reagirá imediatamente à onda de violência em comunidades pacificadas. O primeiro ato será deslocar homens do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) para dentro do Complexo do Alemão, na zona norte, e para outras favelas que eram dominadas por criminosos da mesma facção.

Parque Proletário


Na noite de quinta-feira (13), o tenente Leidson Acásio Silva, de 27 anos, morreu ao ser baleado durante um patrulhamento no Parque Proletário. Segundo assessoria das UPPs, Leidson foi alvejado na cabeça ao ser surpreendido por traficantes da comunidade. O policiamento na região foi reforçado após a morte do PM.

Ainda de acordo com a assessoria, o militar ainda chegou a ser levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. Ele passou por uma cirurgia, mas não resistiu.


Mais de 10 PMs mortos em 2014

O tenente Leidson Silva é o 16º PM a morrer em serviço em 2014 — média de um PM a cada cinco dias.Ele se formou na Academia de Polícia Militar D. João VI, Sulacap, em dezembro de 2013. O militar era casado.


O dado chama ainda mais a atenção quando comparado ao ano passado. Em 2013, de janeiro a dezembro, foram notificadas as mortes de 18 PMs em serviço (uma morte a cada 20 dias). A média atual é quatro vezes maior.

No mês passado, a policial militar Alda Rafael Castilho morreu também no Parque Proletário, na Vila Cruzeiro, numa troca de tiros com traficantes. Outro PM e um casal de moradores da favela ficaram feridos.

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