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Segurança morto em resgate de traficante seria pai e namorada desabafa: "Por favor, volta pra mim"

Corpo de Ronaldo Marriel foi enterrado na tarde desta segunda-feira (20) em Caxias

Rio de Janeiro|Do R7, com Balanço Geral RJ

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“Não dá pra ficar sem vc, amor! Por favor, volta pra mim...", escreveu em rede social a namorada do segurança morto
“Não dá pra ficar sem vc, amor! Por favor, volta pra mim...", escreveu em rede social a namorada do segurança morto

A namorada do supervisor de segurança Ronaldo Marriel, morto durante o resgate do traficante Fat Family no Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio, estava grávida. Segundo parentes, o segurança estava feliz que ia ser pai e planejava se casar com Ana Paula. O corpo de Ronaldo foi enterrado durante a tarde desta segunda-feira (20) em Caxias, na Baixada Fluminense.

A namorada usou as redes sociais para desabafar sobre a perda do pai de seu filho. “Não dá pra ficar sem vc, amor! Por favor, volta pra mim...", disse ela.


Em outra publicação, a namorada da vítima parece não acreditar na morte do namorado. "Tem como se sentir de coração partido, incompleta, atordoada, perdida tudo ao mesmo tempo? Alguém, por favor, me diga que tudo isso é um terrível engano e que o meu amor está bem?”

Amigos e familiares de Ronaldo usaram as redes sociais, prestaram solidariedade e mostraram indignação diante do episódio.


O irmão de Ana Paula chegou a dizer que o Rio de Janeiro é um Estado “podre”. "A partir de hoje, uma mãe ficará sem seu filho, uma criança sem seu pai, minha irmã sem seu amor verdadeiro, centenas de pessoas sem um verdadeiro amigo. Tudo isso porque traficantes tinham que resgatar um bandido de um hospital... E conseguiram. No momento, só raiva tenho pra expressar. Por que isso não acaba? Esse Estado está podre".

Ronaldo trabalhava na Supervia, concessionária que administra os trens, havia ao menos oito anos, segundo parentes. Recentemente, havia começado a trabalhar como segurança de boate nas horas vagas devido às despesas com a chegada do filho. Ele também tinha uma filha de 13 anos, fruto de outro relacionamento, e tinha acabado de conseguir a guarda da adolescente na Justiça.


O segurança foi baleado quando chegava ao Souza Aguiar para verificar um ferimento na testa após uma briga em uma boate na Lapa, no centro. Ele estava acompanhado de um amigo, o policial militar Fábio Ferreira, que o socorreu. O carro em que a dupla estava foi alvejado pelos criminosos. Ronaldo morreu na hora. Fábio foi atingido pelos disparos, passou por uma cirurgia e permanece internado.

Assista à reportagem:

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