Sobe para 10 número de mortos em tiroteio na Maré
Entre os mortos, um era sargento do Bope e dois não tinham antecedentes criminais
Rio de Janeiro|Do R7

Com a morte de José Everton da Silva de Oliveira nesta quarta-feira (26), subiu para 10 o número de vítimas fatais da troca de tiros ocorrida na última segunda-feira no Complexo da Maré. Oliveira tinha duas passagens pela polícia por porte ilegal de arma de fogo e roubo.
Entre as outras vítimas, duas não tinham antecedentes criminais: Eraldo Santos da Silva, de 35 anos, e Jonatha Farias da Silva, de 16. O sargento do Bope (Batalhão de Operações Especiais) Ednelson Jerônimo morreu baleado em uma viela da comunidade Nova Holanda, que pertence ao conjunto de favelas da Maré.
Segundo a Polícia Civil, os outros mortos no tiroteio possuíam ficha criminal.
PM abre inquérito
A Polícia Militar informou na tarde desta quarta-feira (26) que um inquérito foi aberto para investigar a conduta de policiais do Bope na operação realizada entre a noite de segunda-feira (24) e a manhã de terça (25) na favela Nova Holanda, no Complexo da Maré. A incursão foi desencadeada por um arrastão ocorrido durante um protesto na região.
O chefe do COE (Comando de Operações Especiais), coronel Hugo Freire, se reuniu na quarta (26) com lideranças do Complexo da Maré. O principal tema do encontro foi a atuação de agentes do Bope na operação. Equipes da corregedoria interna da PM também participaram da reunião.
O grupo recebeu denúncias detalhadas de moradores sobre supostos excessos cometidos pelos policiais.
A Divisão de Homicídios ouviu nesta quarta os policiais militares que participaram da ação comandada pelo Bope. De acordo com a assessoria da Polícia Civil, as armas dos PMs foram recolhidas e encaminhadas para perícia. Será realizado um exame de confronto balístico para saber se as vítimas fatais foram atingidas por policiais ou criminosos.
Protestos
Moradores da Maré e estudantes se reuniram em frente à Secretaria de Segurança do Estado, na Central do Brasil, na manhã desta quarta, para reclamar da ação, segundo eles, truculenta do Bope.
Os manifestantes levarem cartazes criticando o excesso de força de alguns agentes e chegaram a pedir a desmilitarização da Polícia Militar. A segurança na sede da Seseg foi reforçada para evitar uma tentativa de invasão.
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