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Falta de planejamento, arrastões e mortes marcam 9ª edição da Virada Cultural de São Paulo

Mesmo com espancamento em frente de policiais e mortes, Haddad minimizou as ocorrências

São Paulo|Do R7

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Casos de violência marcam a 9ª edição da Virada Cultural
Casos de violência marcam a 9ª edição da Virada Cultural Daia Oliver

Os números iniciais impressionam: 24 horas de programação, 900 atrações e 25 palcos. Os números finais assustam: duas mortes, cinco baleados, 28 presos, 1.800 atendimentos médicos. Ambos os dados são da 9ª edição da Virada Cultural de São Paulo, que aconteceu entre as 18h de sábado (18) e 18h de domingo (19).

Os casos de violência mais graves foram concentrados durante a madrugada, mas ao longo de todo o evento, o público se queixou dos assaltos e arrastões, feitos por grupos de até 30 bandidos.


Para o analista de segurança pública Guaracy Mingardi, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, faltou organização e segurança na Virada.

— Alguns casos de furtos, brigas, vão acontecer. É um evento com muita gente, com bebida alcóolica. Mas, arrastão com 30 pessoas não dá para aceitar. Faltou planejamento por parte da segurança.


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Em entrevista coletiva, o prefeito Fernando Haddad confessou que o número de ocorrências foi além do previsto pela organização da festa.


— Houve eventos para muito além do esperado.

Mesmo assim, ele se disse bastante satisfeito do resultado da Virada Cultural — a primeira de sua gestão — e minimizou os casos, alegando que foi o maior contingente de policiais da história do evento: 3.424 PMs e 1.400 guardas municipais.


— Isso [a onda de violência] não pode nos intimidar. A cidade é nossa!

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Mesmo assim, o público se queixou que, muitas vezes, os responsáveis pela segurança não se esforçaram para conter o descontrole, como no caso em que um rapaz era espancado por ao menos seis pessoas em frente a dois policiais.

Segundo Guaracy Mingardi, faltou policiais circulando pelo evento. E aqueles que não agiram como esperado, devem ser punidos.

— Quem conseguiu identificar um policial ou uma viatura que não prestou atendimento, deve denunciar.

Nem o senador Eduardo Suplicy escapou dos assaltantes durante a maratona cultural. Foram tantos os casos que o evento ganhou o apelido de “Virada Criminal” nas redes sociais.

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