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Moradores relatam que hidrantes e alarme não funcionaram durante incêndio no centro

Prédio na avenida Ipiranga, no centro de São Paulo, pegou fogo nesta sexta-feira (8)

São Paulo|Ana Ignacio, do R7

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Moradores da rua Rio Branco acordaram com gritos de socorro
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A vendedora Paula Gardini, 28 anos, mora no 10º andar do prédio residencial que foi atingido por um incêndio no centro de São Paulo. Ela contou ao R7 que acordou com muita fumaça e que sua irmã, que mora no andar de baixo, telefonou para pedir ajuda.

— Ela estava com dois bebês. Desci e ficamos três horas no terraço do prédio. Molhamos toalhas e era muito difícil respirar. Os hidrantes não funcionavam, o alarme de incêndio não disparou e as portas de emergência estavam trancadas.


A família deixou para trás os cachorros e o jabuti de estimação. Na descida, foi possível levar apenas parte dos animais. No entanto, ela conta aliviada que os bombeiros conseguiram resgatar os cães depois. Foram sete cachorros e uma tartaruga.

— Tivemos que deixar porque estávamos carregando os bebês.


As chamas começaram em um imóvel comercial na avenida Ipiranga, na República, por volta da 1h, e logo se espalharam pelo residencial, ao lado. Segundo os bombeiros, o prédio que pegou fogo está em situação irregular há oito meses. O atestado de vistoria está vencido desde março porque a corporação encontrou irregularidades no edifício.

Perdas e danos


A estudante Mei Yok, 18 anos, mora com sua família no 1º andar do prédio. Segunda ela, pouca coisa não foi danificada no apartamento.

— Na hora não tinha como pensar em pegar coisa. Batemos nas portas dos vizinhos para avisar [do fogo] e descemos de escada. Perdemos todos os documentos.


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Abalada, moradora de prédio atingido pelo fogo, desabafa: "Sensação de não ter para onde voltar"
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A bancária Ana Glória, 31 anos, mora com a mãe de 71. Emocionada, ela conta que alugou um quarto de hotel na região para esperar até decidir o que vai fazer.

— Estou sem casa. É a sensação de não ter para onde voltar. Peguei documentos, algumas coisas de valor e algumas roupas.

De acordo com a Defesa Civil, não há riscos para a estrutura dos prédios. Em nota, a prefeitura informou que, "de acordo com a Subprefeitura Sé, o local onde funcionava a academia estava irregular porque não tem Alvará de Funcionamento. (...) Ao pedir o alvará, os responsáveis pela academia teriam de apresentar, entre outros documentos um AVS (Auto de Verificação de Segurança) do Corpo de Bombeiros específico para a academia (diferente do AVS dos prédios)."

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