Logo R7.com
RecordPlus

Prédio que pegou fogo no centro de São Paulo está em situação irregular há oito meses

Corpo de Bombeiros não renovou atestado de vistoria do imóvel

São Paulo|Ana Ignacio, do R7

  • Google News
Mais de 100 pessoas foram atendidas devido aos efeitos do incêndio
Mais de 100 pessoas foram atendidas devido aos efeitos do incêndio
Incêndio de grandes proporções no centro começou de madrugada
Incêndio de grandes proporções no centro começou de madrugada

O Corpo de Bombeiros identificou irregularidades, em março deste ano, no prédio comercial onde começou o incêndio de grandes proporções na madrugada desta sexta-feira (8), na avenida Ipiranga, na República, região central de São Paulo. Como o fogo se espalhou para o prédio vizinho na área da rua Rio Branco com a Ipiranga, mais de 100 pessoas foram atendidas por inalarem fumaça. O tenente-coronel Walmir Correa Leite informou ao R7 que, há oito meses, o atestado de vistoria do edifício comercial está vencido. O documento não foi renovado devido às irregularidades.

A prefeitura informou em nota que, "de acordo com a Subprefeitura Sé, o local onde funcionava a academia estava irregular porque não tem Alvará de Funcionamento. (...) Ao pedir o alvará, os responsáveis pela academia teria de apresentar, entre outros documentos um AVS (Auto de Verificação de Segurança) do Corpo de Bombeiros específico para a academia (diferente do AVS dos prédios)."


Apesar de não detalhar quais eram esses problemas, Correa Leite ressaltou que o atestado de vistoria é "um dos muitos documentos" necessários para autorizar o funcionamento de um prédio comercial.

O edifício residencial, atingido pelo fogo, também estava em situação irregular, de acordo com o Corpo de Bombeiros. O atestado de vistoria também não foi renovado, mas os bombeiros não confirmaram há quanto tempo está vencido.


As chamas começaram por volta da 1h dentro de uma academia de ginástica desse edifício, que tem 18 andares. Em pouco tempo, atingiu o imóvel residencial ao lado, que tem 25 andares.

Moradores relatam que hidrantes e alarme não funcionaram durante incêndio


No fim da manhã desta sexta-feira, os moradores foram autorizados a recolher pertences pessoais no prédio residencial. Técnicos da Defesa Civil organizavam grupos, por volta das 11h, para subir no edifício.

O coordenador de Defesa Civil da capital paulista, Jair Paca, afirmou ao R7 que a estrutura do prédio não corre riscos. Entretanto, o excesso de calor provocado pelas chamas abalou três pavimentos — o sexto, sétimo e oitavo.


Após incêndio, linhas de ônibus voltam a circular normalmente no centro de São Paulo

Estrangeiros

A maioria dos moradores do edifício residencial atingido pelo fogo é estrangeira: chineses, bolivianos, coreanos e peruanos. Por causa do idioma diferente, a Defesa Civil admitiu que houve problema de comunicação no momento da retirada das pessoas do prédio.

O caso mais grave atendido pelos bombeiros foi de um idoso que sofreu queimaduras de 2º grau pelo corpo. A vítima foi encontrada dentro de um apartamento, que precisou ser arrombado pela corporação. Ele foi levado à Santa Casa, mas não há informações de seu estado de saúde.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.