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Pai biológico pede guarda de menina torturada em Araçatuba

Análise sobre perfil psicossocial de funileiro, feita por psicólogos e assistentes sociais do Tribunal de Justiça de São Paulo, está agora com o Ministério Público Estadual para parecer 

São Paulo|Do R7

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A Justiça analisa um pedido do pai biológico da menina de três anos vítima de maus-tratos físicos e psicológicos, em Araçatuba (a 527 km da capital de São Paulo), para que a criança possa deixar o abrigo do Conselho Tutelar onde está há dez dias.

A mãe da menina, uma dona de casa de 21 anos, e o padrasto, um empresário de 35, foram presos um condomínio de luxo de Araçatuba sob suspeita de maus-tratos quando vídeos gravados pelo casal foram descobertos.


O pai biológico da menina tem 36 anos, trabalha como funileiro, vive em Nova Luzitânia, cidade distante 60 km de Araçatuba, e tem a esperança de que a criança passe o Dia das Crianças com ele.

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Pai e filha se viam toda semana, mas 15 dias antes dos vídeos com as torturas contra a menina vazarem, a mãe deixou de manter contato com o ex-marido.


Após análise do perfil psicossocial do pai biológico da menina, psicólogos e assistentes sociais do Tribunal de Justiça de São Paulo enviaram nesta sexta-feira (10) suas conclusões para o Ministério Público, que deverá se posicionar favoravelmente ou não ao pedido para que a criança deixe o abrigo do Conselho Tutelar e vá viver com ele.

Em uma das gravações, o padrasto pede para a menina morder uma cebola e diz que é uma maçã. Outra mostra a menina tentando dormir e o empresário a impedindo.


Trecho de vídeo no qual padrasto manda menina de três anos morder cebola como se fosse maçã
Trecho de vídeo no qual padrasto manda menina de três anos morder cebola como se fosse maçã

Hoje, já sem a guarda da menina, o padrasto dela está preso na Penitenciária de Tremembé (a 147 km da capital de São Paulo) e a mãe está na Penitenciária de Tupi Paulista (a 646 km de São Paulo). Os dois ficarão dez dias em “regime de prova”, ou seja, isolados e só poderão ter contato com seus advogados de defesa.

Na conclusão do inquérito policial do caso, ocorrida no dia e deste mês, a Polícia Civil afirma que o casal praticou tortura e posse de material pornográfico com imagens da menina. 

Assista reportagem da TV Record sobre o caso da menina torturada:

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