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Revoltados com a falta de água em Itu, manifestantes apedrejam Câmara Municipal

Sob pressão, vereadores assinam carta pedindo que prefeito decrete calamidade pública

São Paulo|Ana Cláudia Barros, do R7, com Fala Brasil

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Carta assinada pelos vereadores foi exibida em rede social
Carta assinada pelos vereadores foi exibida em rede social

Manifestantes se concentraram na tarde de segunda-feira (22) em frente à Câmara Municipal de Itu para protestar contra a crise no abastecimento de água na cidade. Eles foram cobrar providências dos vereadores e o clima ficou tenso. Policiais militares usaram bombas de efeito moral e balas de borracha para conter o tumulto. Todas as janelas do plenário foram apedrejadas, além de outras janelas, como as da sala de reunião dos parlamentares, conforme a assessoria de comunicação da Casa. Ovos foram atirados contra o prédio. Um deles acertou o presidente da Câmara, Marco Aurélio Bastos.

Veja o vídeo:


Bastos recebeu lideranças do movimento “Itu Vai Parar”, e uma carta, assinada por todos os 13 vereadores, foi encaminhada ao prefeito Antônio Luiz Carvalho Gomes, conhecido como Tuíze, pedindo que fosse decretado estado de calamidade pública diante do desabastecimento de água na cidade — o Executivo municipal considera a medida desnecessária. O documento não foi protocolado e não tem valor oficial.

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Uma fonte revelou ao R7 que foi dado prazo de 48 horas para que seja tomada alguma providência. Caso isso não ocorra, a promessa é de que um segundo protesto será realizado, desta vez, em frente à prefeitura.


A assessoria de comunicação da Câmara informou que ainda não é possível contabilizar o prejuízo, porque está aguardando o trabalho da perícia. A Casa está funcionando apenas com expediente interno nesta terça-feira (23).

No domingo (21), o R7 publicou uma série de reportagens sobre a crise hídrica na cidade, que, desde fevereiro deste ano, vive sob esquema de racionamento. Desesperados, alguns moradores chegam a usar água de uma mina cercada por mato e lixo.


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