Sindicato faz protesto neste domingo para pedir punição mais severa ao motorista que atropelou ciclista
Manifestação está prevista para começar às 10h na avenida Paulista, local do acidente
São Paulo|Do R7

Membros do Siemaco (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo) marcaram para às 10h deste domingo (17) um protesto para reivindicar punição mais severa ao motorista Alex Siwek. Há uma semana, Alex atropelou o limpador de vidros David Santos de Souza. No acidente, o braço do rapaz foi amputado e jogado em um córrego pelo motorista. A manifestação vai começar na praça Marechal Cordeiro de Farias, esquina da rua da Consolação com a avenida Paulista.
Na quinta-feira (14) à noite, o estudante de psicologia foi transferido para uma penitenciária em Tremembé, no interior do Estado. Ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. A defesa dele já pediu um habeas corpus, que deve ser julgado nos próximos dias.
Cirurgia
Internado no Hospital das Clínicas, o ciclista passou por uma cirurgia nesta sexta-feira (15) reparar uma fratura no dedo e no pulso da mão esquerda. A primeira operação foi no braço amputado e ocorreu no domingo (10), logo após o acidente. Siwek fugiu do local sem prestar assistência ao ciclista e, em seguida, jogou o seu braço arrancado em um córrego na avenida Ricardo Jafet, zona sul da capital paulista.
Dolo e conflito de competência
Na terça-feira (12), o juiz da 1ª Vara do Júri de São Paulo, Alberto Anderson Filho, entendeu que Siwek não deve responder por tentativa de homicídio, mas sim por lesão corporal. Com isso, o caso sai da alçada do Tribunal do Júri, cuja competência trata de flagrantes, e é encaminhado à Vara Criminal, que trata de crimes no trânsito, por exemplo.
O advogado explica que, agora, cabe ao MP (Ministério Público) de São Paulo definir se reapresenta a denúncia ou recorre ao Tribunal de Justiça.
Procurado pelo R7, o MP (Ministério Público) disse que a promotora de justiça substituta do 1º Tribunal do Júri, Dra. Manoella Guz, vai entrar com mandado de segurança — ou seja, recorrer da decisão.
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O advogado de defesa da família da vítima, Ademar Gomes, diz que a acusação insiste para que o caso seja julgado pelo Tribunal do Júri não pela possibilidade de prisão preventiva, mas sim porque entende que houve dolo (crime contra a vida), uma vez que o motorista estava embriagado e em alta velocidade ziguezagueando na via.
Se a Vara Criminal interpretar que houve intenção de matar por parte do acusado, o caso de Souza cai em um conflito de competência, no qual a Justiça teria dificultades de definir qual competência julgará o caso.













