Agricultores do Rio Grande do Sul alertam para possível falta de diesel
Guerra no Oriente Médio gera preocupação no agro; ANP descarta risco de desabastecimento
Agronegócios|Do R7, com RECORD NEWS
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Com a guerra no Oriente Médio, agricultores no Rio Grande do Sul alertam para os estoques de diesel no limite. Apesar da apreensão do setor, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) afirma que não existe risco de desabastecimento. O economista Ricardo Buso analisou esse cenário no Record News Rural desta sexta-feira (16). Ele explicou que tanto a ANP quanto os agricultores gaúchos estão falando a verdade, mas a questão é de outra ordem.
“O que é preciso entender: entre o balanço da ANP, mostrar a disponibilidade desse combustível e esse combustível chegar de fato a quem precisa, tem uma diferença enorme [...]. Nós precisamos lembrar que o Brasil hoje importa cerca de quase um terço do diesel que consome nesse cenário que nós temos”.
Buso lembra que a Petrobras vem dando subsídios para baratear os combustíveis internamente. Nesse cenário, o importador de diesel prefere comprar diesel no mercado interno, ficando menos dependente de importações. É o que ocorre no Rio Grande do Sul, que possui uma refinaria na cidade de Canoas, e estados vizinhos, como Santa Catarina e Paraná, podem ver vantagem em buscar diesel na cidade gaúcha, o que acaba afetando os estoques das distribuidoras.
Desde o início dos conflitos no Oriente Médio, o preço do petróleo vem subindo significativamente, gerando muitas inseguranças para produtores rurais. Buso analisa o impacto para as safras, além de desemprego e inflação, numa eventual falta de diesel. Porém, ele também alerta que um eventual risco de escassez pode gerar confusão no planejamento das safras.
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